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Blog de nicomedesoliveira
 


 

 DIARIO DE UM ATO PELA VIDA

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI10826-15228,00-DIARIO+DE+UM+ATO+PELA+VIDA.html


 para postar comentarios
  
     www.epoca.com.br




Diário de Um Ato Pela Vida
O escritor Sebastião Nicomedes relembra a chacina que matou sete moradores de rua em São Paulo há quatro anos
Eliane Brum
Faz quatro anos que sete moradores de rua foram executados no centro de São Paulo. O massacre foi lembrado numa manifestação na terça-feira (19), chamada Ato pela Vida – 4 anos de impunidade, na Praça da Sé, seguida por um encontro com os candidatos à prefeitura paulistana. O escritor de rua Tião Nicomedes narra, com exclusividade para ÉPOCA, seus últimos quatro dias no meio-fio, vividos entre personagens que combinaram um encontro no protesto contra a chacina.
Frederic Jean
Sebastião Nicomedes, sobre a chacina de moradores de rua em São Paulo: "Parece um crime sem solução. Por quê?"
Sábado, 16 de agosto de 2008
Num quarto de pensão, eu me encontro, mais uma vez, pernoitando de diárias. Hoje é sábado, e tenho vaga garantida até a manhã de segunda-feira. Depois, será o que tiver de ser.
Diante do espelho, escovo os dentes que me restam na boca, felizmente a maioria continua comigo. Se bem que preciso urgente de um tratamento odontológico. Colocar ponte é um sonho. É chato não poder sorrir por um detalhe tão ingrato.

Reparo na brancura dos meus cabelos. O tempo passou rápido, e não só pela idade. Já faz quatro anos que os moradores de rua foram assassinados no centro de São Paulo. Faltam três dias para o 19 de agosto, que é lembrado como aniversário de morte dos sete moradores, mortos entre os dias 19 e 22 de 2004. Mataram no dia 19 e voltaram a matar nas outras 48 horas. Fico inquieto. O que motivou os crimes? E quem são os assassinos? Sabe-se que há suspeitos, porém, acusados formalmente, nenhum. Parece um crime sem solução. Por quê?

Eu poderia ter sido uma das vítimas. Na época dos ataques morava em um quartinho de pensão aqui mesmo no Brás. Eu havia sido desligado de um albergue, tinha conseguido um dinheirinho curto e paguei como aluguel por trinta dias, que venceram dois dias depois da tragédia.
Com esses pensamentos na cabeça vou pra baixo do viaduto do Glicério, na Associação Minha Rua Minha Casa, onde acontece todo terceiro sábado de cada mês a Feira de Trocas Solidária. Já na entrada os freqüentadores da casa recebem 2 mirucas. Na feira não se compra nada com dinheiro convencional, nem o real, dólar ou euro tem valor lá. A miruca é um tipo de moeda social com as quais se pode adquirir roupas usadas, sapatos, bijuterias, artesanato, salgados, sucos, bolos e doces.
Aos fundos tem a rádio Fala Cidadão, rádio comunitária que só funciona ali, sem freqüência, a mesa de som ligada direto a caixas de som. Um artista em especial me chama atenção. É o Romário, que ficou conhecido depois de ganhar o troféu de artilheiro do campeonato de futsal do albergue Arsenal da Esperança. Sob aplausos ele arranha os primeiros acordes na guitarra, acerta a afinação e puxa Maluco Beleza do Raul Seixas.

Às 19h30 da noite fui à Praça da Sé.Tava uma lua grande, porém o ar não tava pra beleza. Um ar sombrio pairava sobre a praça. Um clima estranho, de silêncio e sons tristes.Vejo um gol cor de creme distribuindo comida. Entro na fila pra ganhar um marmitex. Alguém bate no meu ombro já dizendo: "É foda, né não, irmão?" . Olho pra trás. É o Romário, com expressão de arrasado.

No dia ele teve nas mãos guitarra e microfone, mandou bem, foi aplaudido, teve os cinco minutos de fama. Segurava agora uma bolsa de saca de farinha de trigo. Dentro algumas bem poucas roupas. Em cima um cobertor tipo os que as transportadoras usam pra proteger os móveis quando carregam mudanças. Romário tava na fé de conseguir vaga de pernoite nalgum albergue, me conta que vem dormindo na rua há dias, sonhando com outra chance de voltar pro Arsenal. Arrasado fiquei eu, não podendo fazer nada pra resolver o problema.

Domingo, 17 de agosto
No Anhangabaú tem um grupo com garrafas pets distribuindo chás e pão com manteiga. Tomo uns dois, três copos, e vou circular pelo vale. De longe um cara grita meu nome. Vou caminhando em sua direção pra saber qual que é. Vem correndo pela grama tropeçando, desviando das pessoas que tão dormindo.

Reconheço o homem. É o Paulo. Ele conheceu as vítimas do massacre. Tinha muita amizade com o Panthera. "O Panthera era muito louco. Não sei se ele devia, não sei se tinha bronca. Mas não merecia morrer daquele jeito".

Paulo é inteligente, pensa pra falar, sonha alto. Diz que é formado e que em 82 passou na prova da USP. Sobre a política fala que os candidatos são todos iguais, qualquer um que chega no poder, quando senta lá, não olha mais pra baixo. "Governo nenhum se importa com a gente, truta."

Tem cigarro, não tem fogo. Vai perguntando a quem passa na frente se tem isqueiro ou fósforo. De repente Paulo perde a voz. Estufa as bochechas, parece que vai explodir. Quer evitar o choro.Mas as lágrimas começam a escorrer pelo rosto. Desaba. “Quem você acha que matou aquelas pessoas?”, pergunto. "Ah, truta. Isso aí todo mundo sabe quem foi que matou...até então...Mas só que é o seguinte...a gente é mesma coisa que cachorro na rua, é a mesma coisa que cachorro."


Ainda nesta matéria
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Escrito por nicomedesoliveira às 19h12
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  IV MOSTRA CULTURAL FAGULHAS

SALVE
 
dia 30/8 encerraremos o Período ARTE E COMUNICAÇÃO do Projeto Calendário Cultural Alternativo no FACA, com o 4º FAGULHA-Mostra Cultural Alternativa...
serão bandas, grafite, teatro, exibição de filme, poesia, microfone livre, debate e discotecagem com sons que representam a luta do povo brasileiro em diversos momentos da nossa história...
venha participar, traga a sua intervenção...
 
até lá!!!



fagulha.JPG


Escrito por nicomedesoliveira às 17h45
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um belo blog, videos temas selecionados ,muito sobre reciclagem,técnicas,viedos cursos tecnicas de reciclagem.
Incnetiva o respeito ao meio ambiente,concientiza.
                                            visite a pagina clicando no link abaixo.



AfricaHit
Tags // papel reciclado escola reciclagem meio ambiente. Source: AOL Video ... Tags // reciclado ecologia basura botellas envases gaseosa escoba ...
video.africahit.com/search_result.php?search_id=reciclado


Escrito por nicomedesoliveira às 09h18
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tiao  reciclado

anaestrella.blogspot.comgo, 27 de Julho de 2008

Tião Reciclado - Cine Pólis


Dia desses fui ao Cine Pólis assistir um documentário chamado Tião Reciclado. Antes de começar o filme estavam passando o “Panorama – Arte na Periferia” filme de Peu Pereira mais uns amigos, que adoro ver, por que retrata muito do movimento artístico da Zona Sul, onde morei e “cresci”.

(As bandeiras do Brasil e do Movimento dos Catadores junto com placas reivindicando direitos básicos: moradia, saúde, educação, cultura, música, poesia, teatro, etc.)


Encontrei um amigo que estudou na minha faculdade, pessoa linda de corpo e alma, que trabalha com o movimento de população de rua; nos conhecemos em um Seminário de Inclusão Social Urbana. Lembro que naquele dia fiz uma pergunta (por escrito) ao então Secretário de Assistência Social, Floriano Pesaro, que simplesmente não foi respondida. A idéia é simples, mas depende de algo um tanto quanto raro: vontade política.


(O Daniel que se formou na ESP - acho que antes de eu entrar - vire e mexe nos encontramos nos eventos e butecos)

Minha questão era, e ainda é: “Por que as Secretarias de Serviço, Trabalho, Verde e Meio Ambiente e Assistência e Desenvolvimento Social não se juntam para fazer um programa com as pessoas em situação de rua para que sejam capacitadas como agentes ambientais, de maneira que possam fazer corretamente a coleta e também a conscientização ambiental boca-a-boca? Assim, recebendo por isso, poderiam sair da situação em que se encontram. Mas devem receber mais do que simplesmente o valor do material coletado, pois estão prestando um serviço a cidade, e se a outra coleta recebe (e saí caríssima aos cofres) por que esta não? Desta forma poderíamos atacar dois problemas imensos e gravíssimos da cidade: a ineficácia da coleta seletiva e o absurdo número – cerca de 12 mil – de pessoas morando nas ruas.”


(Fizemos uma roda imensa, tinha um monte de gente!)

Para nossa surpresa o ex-secretário, que agora está em campanha, estava lá. Teria eu a oportunidade de fazer-lhe novamente a pergunta, desta fez mais bem elaborada, podendo ser explicada verbalmente? Claro que não. Inútil ilusão! O homem não é besta, não ficaria lá para o debate, pois sabia que não lhe seria nada fácil, ficaria sem saber o que responder, no mínimo.

(Tião é o segundo, de blusa cinza)

Tião foi morador de rua por muito tempo, até que um dia se deu conta de que saber ler e escrever não era pouca coisa. Foi assim que começou a escrever e se envolver com conselhos representativos e movimentos de população de rua. Escreveu recentemente Diário de um Carroceiro, que foi representado em Teatro - no documentário há alguns trechos da peça.


(O sambista que foi preso quando tentava passar a noite dormindo na igreja, explicou o ocorrido e pediu desculpa aos colegas, precisa de outro instrumento pq o seu ficou preso, mas ñão por isso deixou de cantar um e outro samba, só na palma da mão. Foi lindo!)

O filme é muito gostoso, envolvente. O que mais me marcou foi ver ele filmando no gramado do Anhangabaú falando do prédio no qual ia às reuniões do Conselho na Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, no mesmo prédio em que eu trabalhava. Era o mesmo gramado que eu cruzava pelas manhãs. Sempre ficava olhando as pessoas dormindo nele em cima de papelões, enrolados em cobertores cinzas que a SMADS distribui. As plantas quase sempre estavam floridas e os passarinhos sempre estavam por ali comendo sementinhas e migalhas. Os que já estavam acordados às vezes me surpreendiam com um “bom dia”... eu ficava tão feliz de poder ao menos retribuir esse simples gesto!

(A pequena de rosa é a Bia, filha do Anderson, se sente super a vontade com todo mundo, me lembrou minha sobrinha)

No Cine Pólis, Tião parecia se sentir em casa: estava rodeado de sua “família”, de suas pessoas queridas. Foi apresentando as lideranças e apoiadores ali presentes, feliz da vida! Ficou meio ressabiado comigo por ter contado que trabalho com a Soninha, que agora é candidata a Prefeita. Minha sorte foi que o Anderson, que está nessa luta faz tempo também, contou que naquela mesma semana precisou de ajuda e só pôde contar com a Soninha. E não é conversa: o quê nosso Chefe de Gabinete, que é a advogado, enfrenta, não é bolinho não. Na sexta passou praticamente o dia inteiro tentando impedir uma desocupação. Nas últimas semanas a Prefeitura tem pegado pesado, quer “limpar a cidade”. Na segunda (28/07) às 9h haverá manifestação na Praça da Sé para denunciar e protestar contra essa situação.



Escrito por nicomedesoliveira às 09h21
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30/07/2008
Cineclube Pólis exibe documentário Tião Reciclado

O Cineclube Pólis exibiu em 17 de julho, o documentário Tião Reciclado, de Vítor Freire, que conta um pouco da trajetória de vida de Sebastião Nicomedes, catador de materiais recicláveis e ex-morador de rua. Em seus 32 minutos de duração, a produção mostra o depoimento de Tião, que fala sobre
como conseguiu, através da arte, se reeguer e buscar outro caminho (Tião escreveu a peça teatral Diário de Um Carroceiro, que ganhará uma versão para o cinema). Mais de 50 pessoas estiveram presentes para assistir o filme, entre redes, movimentos, conselhos e fóruns.

Na sequência da exibição, o debate teve como conteúdo o relato das histórias de vida de quem mora ou morou na rua. Foi discutida também a atual política de limpeza social do centro da cidade, implementado pela prefeitura; a truculência da Guarda Civil Municipal e o aumento dos despejos das favelas o que aumenta o número de pessoas nas ruas da capital. O ex-secretário de Assistência Social e atual candidato à vereador, Floriano Pesaro, esteve presente na exibição do filme, mas não permaneceu para o debate.

A sessão comprovou como o Cineclube Pólis pode ser um espaço aglutinador, de troca de idéias, intercâmbios e de aproximação entre movimentos que trabalham diversos temas. “As pessoas que participaram da sessão, sempre alvo de discriminação, relataram que se sentiram acolhidas. Este evento foi um importante espaço de encontro entre estes grupos e também de reflexão sobre a situação atual dos moradores de rua e catadores de materiais recicláveis”, afirmou Luis Eduardo Tavares, coordenador do Cineclube.

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Escrito por nicomedesoliveira às 11h28
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REVISTA FORUM

 


Moradores de rua denunciam política higienista e lavam calçada da prefeitura


Por Joelma do Couto [Terça-Feira, 29 de Julho de 2008 às 20:14hs]


Em protesto contra a Aliança pelo Centro Histórico, moradores de rua organizaram um ato público pela humanização da região, na segunda-feira, 28. Centenas de manifestantes denunciaram maus tratos e desrespeito aos direitos da população em situação de rua na região. As atividades se iniciaram às 9h, em frente à Catedral da Sé.
 
 A Aliança pelo Centro Histórico é uma parceria entre a prefeitura de São Paulo, o governo do estado e a Iniciativa Privada articulada pela Associação Viva o Centro. A entidade é vinculada a empresas sediadas na área central, e o objetivo da aliança é dar qualidade total ao Triângulo Histórico, região compreendida entre as Igrejas de São Francisco, São Bento e Sé.
 
 Integram o Comitê Executivo da Aliança pelo Centro Histórico o subprefeito da Sé, Amauri Luiz Pastorello, representando a prefeitura de São Paulo; o coronel Polícia Militar Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento na área central da cidade, representando o governo do estado e a PM; e o engenheiro Antonio José Ayres Zagatto, assessor executivo da Associação Viva o Centro.
 
 Segundo a entidade, dar assistência aos moradores de rua é um dos seus muitos objetivos. Mas muitas também são as denúncias de maus tratos e agressões sofridas pelos moradores de rua do Triângulo Histórico. Camelôs da Rua 25 de Março também se uniram aos manifestantes, acusaram a imprensa de ser conivente com os criminosos, de distorcer os fatos e de não informar a verdade ao seu público.
 
 Em carta aberta distribuída pelos ambulantes, os camelôs sustentam que “só quem não conhece o mundo deles é que acredita no espetáculo montado pelas TVs e jornais”. Na avaliação deles, os valores pagos por estes comerciantes às máfias de fiscais, denunciadas na última semana, são muito superiores aos R$ 800 mil a R$ 1 milhão divulgados, mas atingiriam R$ 3.6 milhões por mês. “Os mafiosos são ajudados pela imprensa que faz tudo para esconder que elas sempre existiram”, prossegue o texto.
 
 Os catadores de recicláveis se queixam dos altos preços dos aluguéis em cortiços da região central e, por outro lado o alto valor do transporte público também faz com que eles não possam morar longe da região.
 
 Catadores, camelôs, moradores em situação de rua, todos se dizem vítimas de uma política higienista de exclusão, praticada há séculos no Brasil. O atual caso do centro de São Paulo é parecido com o que aconteceu no Rio de Janeiro durante a gestão do prefeito Pereira Passos. Para renovar a área, foram expulsos para os subúrbios os cidadãos mais pobres.
 
 No Ato Público da São Paulo, manifestantes resolveram enfrentar o poder das elites dominantes, mas sequer foram recebidos. Passaram pela Bolsa de Valores, subprefeitura da Sé, sede da Associação Viva o Centro e prefeitura, sempre recebidos pela polícia. “Se a Associação Viva o Centro quer o melhor para todos, por que não ouvir a parte mais fraca?”, protestou Anderson Lopes, do Movimento Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da População de Rua.
 
 Ao contrário dos representantes da Associação Viva o Centro, recebidos em seu gabinete, o prefeito Gilberto Kassab preferiu não conversar com representantes dos movimentos de moradia moradores em situação de rua para também ouvi-los.
 
 Em repúdio a ausência de políticas de inclusão, os manifestantes entregaram uma vassoura como “troféu” a um representante da Bovespa. Lavaram a calçada da subprefeitura e da prefeitura. “Limpeza urbana sim, humana não”, gritavam os ativistas.
 
 Os candidatos a prefeito de São Paulo, Soninha Francine (PPS) e Ivan Valente (Psol), participaram da manifestação. 

 


 Foto: Joelma do CoutoFoto: Joelma do Couto
 Diante da Bovespa, manifestantes protestam
 
 
 Foto: Joelma do Couto
 Foto: Joelma do Couto
 Manifestantes lavam calçada diante da prefeitura de São Paulo.
 
 
 Foto: Joelma do Couto
 Foto: Joelma do Couto
 Soninha Francine, candidata a prefeita pelo PPS, na manifestação

 

Foto: Joelma do Couto

 

 



Escrito por nicomedesoliveira às 09h50
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Escrito por nicomedesoliveira às 06h39
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O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS-a disputa pelo centro
 
Imagem Merten Nefs / Google Earth
A disputa pelo centro histórico de São Paulo está aquecendo. O espaço público central, conhecido pelo movimento intenso de pessoas durante o dia, funciona por um lado como espaço de comércio informal (camelôs) e fonte de materiais recicláveis (catadores); por outro lado como espaço de turismo, espetáculo e cultura, além de espaço para atrair investimentos.
Existe um forte desequilíbrio entre essas funções. As primeiras dominam hoje na região, e as segundas estão sendo promovidas pela elite por meio de vários programas de revitalização urbana, por exemplo na região da Luz e no Parque Dom Pedro II. O mais novo é a Aliança pelo Centro Histórico, uma aliança da prefeitura, o estado de São Paulo, associação Viva o Centro e a iniciativa privada (por exemplo a Bovespa). Objetivo do projeto é "limpar" o triângulo histórico da cidade, entre a Praça da Sé e os Largos de São Bento e São Fransisco, incluindo assim o Pátio do Colégio e a Praça do Patriarca.
A ação, que depois se espalhará pelo centro todo (Sé e República) prevê vigilância, limpeza de ruas, retirada dos camelôs, iluminação pública e encaminhamento de mendigos para assistência social e albuergues na região.
Movimentos sociais, cooperativas de reciclagem e camelôs temem a expulsão de trabalhadores informais, moradores de rua e catadores da área e estudam contra-ações e medidas legais para contestar o projeto.
Foto Merten Nefs


Escrito por nicomedesoliveira às 05h54
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Leitura & Literatura

Nessa edição, a segunda parte da entrevista com Cristino Wapixana, escritor e compositor, falando a respeito da literatura indígena. http://www.escritoresindigenas.blogspot.com/

Ouça também uma conversa com o escritor Sebatião Nicomedes.http://diariotiao.zip.net/

Ficha técnica dessa edição:

Cris Brunetti - Locuções
Marcelo Laguna - Trilha sonora original
Uirá Vital - Entrevistas, roteiro, produção e operação técnica

----

O Laboratório de Leitura tem direção de Diego Franco e é uma realização do GENS Serviços Educacionais.

[PLAY]


Escrito por nicomedesoliveira às 01h02
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                    http://br.youtube.com/watch?v=t7l-vqaqyio  
              agradecimento especial á comunidade do moinho-sp.

          tiaoreciclado parte 1



Escrito por nicomedesoliveira às 14h27
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Embaixada do Brasil em Cuba não concede visto à Profa. Olga Franco Garcia para vir ao FREPOP (Q/R/S)
Olá membros, simpatizantes e participantes dos eventos do FREPOP,
 
 
       Estou-lhe escrevendo para informá-lo que havíamos convidado a professora Cuba, OLGA FRANCO GARCIA, funcionária do Ministério da Educação daquele país para participar das atividades do VI FREPOP - III Internacional. Ela teria passagem, alimentação e estadia paga com nossos recursos e deveria voltar a Cuba assim que terminarem as atividades daqui, como sempre fez. Como é de conhecimento geral, ela esteve outras vezes no Brasil e nunca houve problemas para sua entrada e saída do País, inclusive no último evento, realizado em 2007, em Lins.

      Este ano, encontrou imensas dificuldades e não conseguiu o visto necessário junto à embaixada do Brasil, em Havana, porque esta exigiu um convite oficial (em papel) para poder liberá-lo. Ocorre que nós, da organização, já havíamos enviado a mesma solicitação - em arquivo escaneado, com o emblema da UNESP e tudo - por duas vezes, através de e-mail. A primeira, a Embaixada não a aceitou porque tinha a assinatura, mas o documento não continha o carimbo embaixo. Depois que mandamos a segunda (com assinatura e carimbo), esta já não valia mais! Exigiram, então, em papel e por carta. Ato contínuo, já há uns 20 dias, expedimos a mesmíssima solicitação em papel timbrado, com assinatura e carimbo, mas estávamos no período da greve dos funcionários dos Correios.
 
    A carta do correio chegou apenas hoje e ela deveria partir na segunda-feira, dia 21/07 para cá. Ao fazer gestões junto à Embaixada, a resposta foi negativa. Assim, por questões meramente formais, o evento não contará com essa pessoa tão cara e significativa para todos nós.
 
    Caros amigos e companheiros, fizemos gestões junto ao Governo Federal e ao Itamaraty. Mesmo assim, a Olga não poderá vir mais por absoluta restrição da mesma e sempre máquina burocrática que exige carimbos e se esquece de verificar o significado da vinda de uma professora tão respeitada no Brasil.
 
    Por favor, digulguem aos quatro cantos esses procedimentos inaceitáveis.


    Antonio Folquito Verona - membro da Comissão Organizadora do VI FREPOP - III Internacional
 
PS. Quando fui ao Senegal, em dezembro de 2007, percebi quanto a nossa diplomacia trata as pessoas dos países africanos. Nós só tomamos consciência disso, quando somos tratados do mesmo modo pelos países europeus e pelos Estados Unidos.
 


Escrito por nicomedesoliveira às 19h27
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Cineclube Pólis convida para sessão de TIÃO RECICLADO de Vitor Freire, dia 17 de julho, às 19h.

TIÃO RECICLADO
  São Paulo, vídeo digital, cor, 30min, 2006
Realização, Fotografia e Montagem: VITOR FREIRE
Edição de som: JULIANO POLIMENO

O documentário curta-metragem Tião Reciclado apresenta a história, os pensamentos e os sonhos de Tião Nicomedes, ex-morador de rua e liderança nos movimentos sociais ligados a questão da moradia em Snao Paulo e no Brasil, escritor e autor teatral, de peças como "Diário dum carroceiro".
Participou da Mostra Competitiva do Festival do Filme Documentário e Etnográfico forum.doc.bh 2007.

ENTRADA FRANCA
Rua Araújo, 124, centro
(próximo à estação de metrô Repúblia, esquina com a Gal. Jardim)
2174.6840 / cineclube@polis.org.br





Escrito por nicomedesoliveira às 22h50
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onde morarão os pobres???

Quinta-feira 10 de julho de 2008 08:00
Moradores de rua causam transtornos no Coração Eucarístico
A sugestão foi enviada por moradores da Rua Dom José Pereira Lara, que preferiram não se identificar, temendo represálias
Luciane Evans - Estado de Minas
 
Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Reclamação no bairro é de que muito lixo fica acumulado na calçada

Um casal de moradores de rua está tirando o sossego de pessoas que residem na Rua Dom José Pereira Lara, no Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Há dois anos, Geraldo Paula, de 33 anos, e Antônia Paula, de 34, fizeram do passeio a própria moradia. Segundo relato de pessoas que moram na região, é praticamente impossível caminhar pela calçada, já que no caminho há cobertores, resto de comida, caixas de papelão, garrafas e muito mau cheiro. Além disso, há reclamação de que o casal bebe muito e, muitas vezes, briga durante toda a madrugada, não deixando os vizinhos dormir.

Muitas denúncias já foram feitas, por moradores, à prefeitura e à Polícia Militar, no entanto, segundo eles, nenhuma medida foi tomada. Quando souberam que havia pedidos de retirada, segundo uma moradora que prefere não se identificar, o casal ameaçou as pessoas que moram na região. “Eles se sentem donos do passeio e da rua, fizeram uma proteção com papelão e madeira para dormir e acumulam qualquer entulho que encontram por perto. Jogam na rua restos de comida e lixo que os garis já nem recolhem por, também, se sentirem ameaçados. O mau cheiro é desconfortável para todos que residem ou transitam nas imediações”, reclama a moradora.

Segundo ela, além da imundície do local, o casal agride os moradores. “Nos sentimos inseguros, eles nos ameaçam, falam palavrões. Além disso, sabem a rotina de todos que moram por aqui e nosso receio é de que eles, em troca de alguma bebida, relatem a um ladrão quem está ou não em casa”, diz. Para piorar a situação, outro morador de rua se juntou à dupla. “Há ainda cachorros, que avançam em nós. Enquanto eles passam o dia inteiro deitados e bêbados”, acrescenta.

RESISTÊNCIA Desde 2006, o Serviço de Abordagem de Rua da População Adulta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na Regional Noroeste, acompanha esses moradores. Na tentativa de que eles aceitem sair dali, já foram oferecidos abrigo, albergue e outras opções, porém, há muito tempo eles resistem à idéia. “Geraldo está doente, ele é alcoólatra e precisa de cuidados. Depois de um acompanhamento individual, conseguimos convencê-lo a se internar em uma clínica para tratar o vício. Para Antônia, que é catadora de papel, estamos procurando um barraco para que ela possa alugar”, afirma a coordenadora do serviço da PBH, Ana Amélia Costa Silva de Avelar. Segundo ela, não é permitido obrigá-los a sair do local. “Nosso trabalho é dar assistência a eles e encaminhá-los, quando aceitam, a um lugar específico”, explica.

Apesar de a prefeitura ter afirmado que Geraldo se trataria numa clínica, o homem desconhece a informação. “A prefeitura está me prometendo isso há um bom tempo, mas não acredito em nada. Eles querem é nos levar para um abrigo, onde serei mal tratado e não irei me alimentar direito. Aqui, muitos moradores, que não têm preconceito, me dão comida e roupa. Daqui eu não saio”, avisa.

Segundo um morador que também preferiu não ser identificado, com medo das ameaças do casal, o fato de muitas pessoas darem assistência a Antônia e Geraldo faz com que eles não queiram mais sair dali. “Vivemos um impasse há dois anos. Há até desvalorização de imóveis, já que ninguém quer mais morar aqui. Precisamos que a PBH haja com mais firmeza”, diz.


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Escrito por nicomedesoliveira às 18h37
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perifeira é periferia em qualquer canto

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Idenice, Renildo, Benedito Barbosa, Eric, Ivanete, Gegê, Graça, Eric, Tião Nicomedes,. Dona Nenê, Anderson, Manoel Del Rio e outros cujo nome não está aqui, ...
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Escrito por nicomedesoliveira às 16h58
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  O  VI FREPOP – III Internacional
    Ta xapado de boas mesas tematicas-numa dessa agente tá participando,ja peço ai a sua presença,prestigia o evento .

TEMA 17 - Educação Popular e o teatro como instrumento didático – Coordenador: Fábio Lourensetti Bocchi [estudante – UNESP – Assis (SP)];

Debatedores:

  1. Armindo Rodrigues Pinto [ator – Prefeitura Municipal - Santo André (SP)] (confirmado);
  2. Maria Carmosina Cruz [arte educadora | Assentamento “Belo Monte” – Eldorado do Sul (RS)] (confirmada)
  3. Sebastião Nicomedes de Oliveira [ator | escritor | cineasta – São Paulo (SP)] (confirmado);
                                 http://www.frepop.linsnet.com.br/


Escrito por nicomedesoliveira às 14h14
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