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Blog de nicomedesoliveira
 


link abre o video atualizado.
 http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL696219-15607-157,00.html
 

É possível viver sem arte?


A arte é condição da existência. É somente por meio da arte que a vida humana se torna possível. Não apenas a arte dos artistas, mas a atividade criadora, presente em tudo o que vive. O homem e a vida como obra de arte é o tema do último capítulo de "Ser ou Não Ser".
A 29ª Bienal de São Paulo propôs a 118 artistas de todo o mundo o tema "Viver Junto". Árabes, judeus, afegãos, entre outros, criaram mais de mil obras para discutir a dificuldade de diálogo que existe hoje em dia entre pessoas e culturas. 
"Que espaço é esse onde a gente vive junto? Quem é nosso vizinho, com quem a gente dorme, com quem a gente acorda? Esse ‘como viver junto’ traz a questão da distância, porque eu acho que é a grande crise que a sociedade contemporânea está enfrentando. As pessoas estão se matando sem dialogar”, comenta Lisette Lagnado, curadora-geral da Bienal de São Paulo.
 
As bicicletas de Jarbas Lopes, um dos artistas convidados para a Bienal, falam da importância das ruas, de como devemos retomar estes espaços de convivência que estamos perdendo.
“E a rua, claro, é o grande cenário, é a grande aventura, porque aqui é espaço livre, espaço aberto”, diz o artista plástico Jarbas Lopes.
Mas outros artistas não têm uma visão tão otimista sobre a possibilidade de "viver junto". 
Um artista suíço, por exemplo, relaciona fotos de corpos mutilados - em uma referência à violência tão presente em nossas cidades - a livros e instrumentos de trabalho, como alicates, martelos. O que ele parece perguntar é: "para que serve a arte, a ciência, o pensamento, se os homens continuam se destruindo dessa forma?".
“A gente está vivendo um momento muito difícil, um momento em que as promessas são vazias. Eu acho que ética tem sido uma palavra surrada pelas pessoas”, opina Lisette.
A ética, como você já viu aqui, é uma discussão a respeito dos valores morais. Mas como surgem estes valores? É o que pergunta o filósofo alemão Nietzsche.
Os valores morais, ele diz, não são eternos. Foram criados pelos homens. As coisas sozinhas não têm valor. Somos nós que atribuímos esse valor a elas.
Por exemplo: um monte de barro, sem forma, a princípio pode não ter muita importância. Mas se é do mesmo barro que fazemos moringas, bonecas e outros objetos, então, ele passa a ter outro valor. É isso o que acontece na comunidade de Maragogipinhos, Bahia, um dos maiores pólos de cerâmica do Brasil.
“Uma comunidade totalmente vivendo desse trabalho, passando de pais a filhos, e assim sucessivamente”, diz o artesão Edvaldo Conceição.
 
Se os valores são criados, moldados por nós, diz Nietzsche, então, eles precisam ser constantemente reavaliados.
“Eu percebi que estava vivendo em um mundo de ilusão. Eu concluí que minha vida era um nada”, conta Sebastião Nicomedes, ex-morador de rua.
Sebastião Nicomedes veio do interior de São Paulo. Pintava letreiros e instalava anúncios luminosos. Um dia, enquanto pendurava uma placa no segundo andar de um prédio, caiu e ficou gravemente ferido.
Quando recebeu alta do hospital, Sebastião descobriu que havia perdido todo o dinheiro que tinha. E mais: fora abandonado pela noiva e pela família.
“A única coisa que me restou foi uma bandeira, que eu tinha desde 2002, uma bandeira do Brasil. Não tinha mais nada”, relata.
E assim, ele se viu obrigado a morar na rua. “Por aqui eu dormia e, quando chovia, eu vinha sempre e procurava um toldo, sempre uma cobertura para estar embaixo”.
Sebastião passou a ver a vida de uma perspectiva totalmente diferente. “Olha, duas coisas que nunca tinha notado: morador de rua e carroceiro. Não notava que eles existiam. Ser uma pessoa na rua, é difícil isso, né? Você está isolado da sociedade, né?”.
Para Nietzsche, os valores que nossa civilização ocidental criou e cultivou afastaram o homem da vida. Nossa cultura substituiu a vida pela palavra. Enquanto falam e pensam, os homens não vêem o que acontece diante dos olhos.
“Existe dentro da grande metrópole, existe uma cidade sem voz e sem vez. As pessoas não te olham mais, é horrível você estar dormindo e alguém pular por cima de você. Porque é tão banal, ‘tá morando aí’, nem desviam para passar”, reclama Sebastião.
A promessa do paraíso fora deste mundo, de um futuro melhor além do nosso tempo, acabou nos deixando cada vez mais longe da única coisa que temos em nossas mãos: o instante, o presente.
Para Nietzsche, afastar o homem da vida o enfraquece e diminui. Mas o que é a vida, isto que temos aqui e agora?
A vida é um processo constante de expansão. Viver é expandir, ir além de si mesmo, superar-se. Por isso, as quedas, os obstáculos têm também um valor positivo, porque nos obrigam a ser melhores e maiores do que somos.
“Estava escrevendo um dia e um senhor chegou para mim e falou: ‘Você é letrado, rapaz, você podia escrever alguma coisa para mudar a situação da gente aqui, que o negócio não está bom’. Aquela questão de ele falar ‘escreve alguma coisa’ me motivou bastante”, conta Sebastião. “Comecei a escrever eles, sobre mim, sobre o que eu via, sobre esse mundo que ninguém consegue ver e não se importa muito”. 
O resultado foi a peça "Diário dum carroceiro", em cartaz no circuito profissional de São Paulo.
A força criadora está presente não só no homem, mas em tudo o que vive. Por isso, criar não é uma escolha, não depende da nossa vontade. Este é o movimento da natureza, do mundo. A vida é um fenômeno artístico.
E o homem cria, porque dá vazão a este processo. A arte, como produto humano, é uma elaboração dessa força que existe na vida. É possível levar infinitamente adiante esta força criadora e moldar obras de arte grandiosas.
“Eu quero lançar um livro, eu quero fazer um roteiro de um filme, quero fazer um filme bom, sabe? Quero trazer um Oscar para o Brasil!”, sonha Sebastião.
E o homem pode também tomar a si mesmo nas mãos e fazer da vida uma obra de arte. “Hoje eu acho que sou um ser humano completo”, acrescenta ele.
Para Nietzsche, o homem não é um animal racional. Ao contrário, é um animal artístico. Reaproximá-lo da vida é reacender sua capacidade criativa, que aumenta sua força.
“Está tudo muito pronto. Tudo de R$ 1, tudo de R$ 1,99. As pessoas querem comprar pronto. Ninguém quer fazer, ninguém quer criar”, reflete o ex-morador de rua.
Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina. Era o que Nietzsche dizia. O conflito, as perdas são inevitáveis. Por isso, não podem ser um mal. Ao contrário: estimulam a vida.
Somente teremos uma sociedade ética quando conseguirmos moldar um homem forte, capaz de lidar com a dor e as frustrações e transformá-las em fonte de vida e ação.
“Dessa maneira eu sobrevivi, fiquei forte para poder seguir e contar, contar a minha história na vida, porque a história da gente não pode acabar assim, né, do nada, de repente”, orgulha-se Sebastião.

 



Escrito por nicomedesoliveira às 07h46
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http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/16/os-moradores-de-rua/

Os moradores de rua.

Por Monier

Nassif, aproveitando a revogação da lei da mordaça em SP, e também aproveitando que este é um excelente espaço interdisciplinar e interinstitucional, gostaria de sugerir uma questão [e já pedir desculpas pelo tamanho final deste texto].

Tive uma oportunidade rara esta semana de participar de um “sarau” (serão) com dois mendigos, nas imediações do Largo São Francisco. Duas coisas me impressionaram: um deles sabia mais geografia do que muitos dos bacharéis que estavam por ali – e que não eram ruins. O sujeito sabia detalhes de cidades, regiões geográficas, rios, e demais características de toda São Paulo, Minas Gerais e região sul, com muita precisão.

Também falou detalhes sobre o Paraguai, mas meu conhecimento não vai até aí para poder confirmar se ele sabia o que dizia ou se era alguma fantasia. Só posso dizer que ele sabia alguma coisa de espanhol, e ficou explicando questões sobre a origem da palavra no tupy.

A outra coisa que impressionou – e diretamente relacionada à questão que gostaria de propor – diz respeito a um deles que, tendo pouco mais de 30 anos, dizia que antigamente (entendi como algo ao redor de um década) era mais fácil conseguir auxílio do estado para o morador de rua. Especificamente, relatava que quando tinha seu padrasto vivo era mais fácil conseguir auxílio do estado em questões de internação para desintoxicação, e que hoje está tudo muito difícil.

A minha curiosidade é saber se houve mudança recente na política de estado para os moradores de rua. Por exemplo se a existência de familiares facilita a internação, ou se não existe nada neste sentido. Ou, então, se a rede de proteção social está enfraquecendo em SP – notei um aumento no número de moradores de rua pelo centro nos últimos meses, além de uma maquiagem com o “SP Protege” em que pese não ter rigor científico nenhum a observação individual.

Não tenho lido nada substancial a respeito disso na imprensa – exceto alguns artigos sobre a rampa antimendigo, mas que também não era profundo. É óbvio que a política do governo atual em SP é menos orientada para a questão social do que a dos partidos concorrentes. Contudo, a mudança descrita pelo morador foi no período de um mesmo governo.

Portanto, sugiro um artigo bem escrito a respeito deste tema, aproveitando que entre os leitores deve haver assistente sociais, psicólogos, secretários de saúde, pedestres do centro, etc, e aproveitando que é um problema mal resolvido, e que atinge a todos, e principalmente porque a discussão se dá em alto nível por aqui.

Acho a questão importante porque também não gosto de mendigos na porta de casa, mas se eles tiverem meios para se tratarem do problema dos tóxicos, já é um problema a menos: a violência trazida pela fissura dos dependentes.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: ,



Escrito por nicomedesoliveira às 13h40
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Crack: A situação está fora de controle

sex, 30/10/09 por milton.jung | categoria Geral | tags , , , ,

 

Por Sebastião Nicomedes
Autor do livro Marvadas, ex-morador de rua

Praça da República

Em um único dia, acompahando o infernal mundo do crack e seus efeitos sobre a população de rua. Inacreditável, contei 35 brigas, parte em discussões verbais, parte em agressões físicas. Brigas fortes, algumas de tirar sangue. É preocupante, pelo menos metade delas podia ter chegado ao homicídio. O que seria, indiscutivelmente, mais um massacre.

Quando a cidade fecha pelas ruas do centro, aos fins de semana, em plena luz do dia, insurgem em estado de zumbis, completamente transformados e transtornados .Principalmente na região da Luz, mas não é só.

O que outrora era termo pejorativo agora é fato, realmente a Cracolândia existe, hoje espalhada pelo país afora.

Está tudo fora de controle.

A incidência do vício entre os moradores de rua, é disparadamente maior, o grau de vulnerabilidade da rua não pode mais ser considerado médio como se faz nas conferências municipal, estadual e, principalmente, nacional de assistência social.

A segurança pública falhou, mas é também um caso de saúde. No caso dos moradores de rua, é resultante das falhas de tudo, de todas as políticas existentes e até da falta de afeto. O ponto alto porém é a falta de perspectivas.

Na caminhada que fiz entre os craqueiros, encontrei pessoas amigas, muita gente que reconhecemos e tantas outras que nos conhecem. O motivo, o mesmo, perderam as esperanças na vida, não aguentam mais discussões e debates e ações paliativas vadevindas de todas as partes.

Poder público, movimentos sociais, defensores de direitos humanos, polícia, guarda municipal, a sociedade num todo. Tem que mudar os modos de discutir os problemas, as questões, debate por debate, troca de ofensas, acusações e desmentidos, não funcionam mais. As pessoas estão cansadas, os moradores de rua estão saturados e não aguentam mais tanto bate rebate.

Essa droga empesteada, ta destruindo o Brasil, ta destruindo o Rio de Janeiro e vai avassalar São Paulo feito um tornado.

Leia mais »



Escrito por nicomedesoliveira às 16h39
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3.11.09

Oficina dos Sonhos

Rua - Sonhar é possivel!


Hoje orgulhosamente irei tocar em uma ferida aberta em nossa sociedade, como ja debatido antes aqui no Pensamentos Urbanos, Situação de moradia de rua.
Todos nós temos conceitos e preconceitos quando o assunto é moradores de rua, todos nós temos conciência da existencia do problema, mas na maioria das vezes fingimos que ele não existe, porém, hoje não falarei o lado negativo deste problema, não falarei das milhares de pessoas que todos os dias minguam a beira dessa nossa espansiva e exclusiva (no sentido de exclusão) sociedade, não falarei de ações pequenas que escondem rios de lavagem de dinheiro, muito menos falarei das promessas de solução pelo canditado X ou Y das eleições passadas.

Hoje irei contar uma novidade para todos vocês, falarei de uma iniciativa que me fascinou ao conheçer de perto, estou falando da Oficina dos Sonhos, uma iniciativa que visa reintegrar o cidadão sem residência em nossa sociedade, com atividades voltadas ao artesanato e resocialização vem transformando a vida dos que deste guerreiros que fazem parte deste grupo.
Expondo as quintas e sextas em uma singela barraca no vale do Anguangabaú, bem pertinho da estação São Bento do Metro encontramos em atos os sonhos de muitos moradores de rua, a oportunidade de se tornar util, ativo e novamente psicologicamente integrante ativo de nossa sociedade. A barraca encontrada entre o terminal de ônibus Praça do Correio e o mêtro São Bento é a primeira de muitas que virão, é um primeiro passo para estas pessoas, eu estive na barraca e conversei com o Rogério "Tartaruga" que me contou um pouco das transformações em sua vida após os projetos, sobre a vivência nas ruas e as dificuldades em conseguir vagas em albergues.
Dentre esta conversa triste e cheia de esperanças de um futuro melhor, surgiu a idéia de trazer a vocês amigos leitores do Pensamentos Urbanos a chançe de conheçer um pouquinho mais, as fotos que ilustram este post é da loja da oficina, mas trarei fotos da barraca ainda essa semana (prometo as fotos e uma entrevista com o Rogério, para todos nós conheçermos melhor esta figura).
A arte de sonhar é possivel a todos, não seria justo não deixar com que pessoas que não tem suas casas sejam privadas até disso, e sonhar é possivel! - Contou entusiasmado o rogério quando pedi para definir as idéias do projeto que ja tem 3 meses de vida e vem conquistando aos poucos os teus objetivos, trazer de volta os sonhos de uma vida digna e quem sabe até um lugar para morar, fazendo com que o dinheiro arrecadadoo com a venda dos artesanatos se torne o veiculo para isso.


Ao conheçer este projeto e seus sonhos e ideáis abraçei com corpo e alma, e, me auto-convidei para cobrir as novidades da Oficina, auxiliando na divulgação, seja pelo Pensamentos Urbanos, seja por outros blogs e redes sociais que faço parte (não passarei o link, mas quem quiser tenho Orkut, Facebook, Netlog,Twitter, se quiser add, deixa nos comentários) e com isso ajudar de alguma forma o projeto e convido a todos interessados, seja para comprar algum dos objetos produzidos por tantos talentos (ainda) anônimos ou para ajudar a divulgar a oficina e tenho sonho tão bonito.
Fica então o convite a todos que estiverem perambulando pelas quintas e sextas feiras para conheçer o nosso amigo Tartaruga (Rogério) e a Oficina dos Sonhos trazendo de esperanças e sonhos para aqueles que mais precisam.


Nas Ruas o maior inimigo é a falta de sonhos e esperanças,  este inimigo para conseguir acabar com isso, seduz com drogas, bebidas e ilusões, nós por outro lado nos deixamos envolver até que todos os sonhos acabem e a esperança se torne apenas fome.




Escrito por nicomedesoliveira às 09h47
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Escrito por nicomedesoliveira às 02h15
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http://jorgeschweitzer.spaces.live.com/blog/cns!335E0E21D84FF041!13220.entry?ccr=1082&sa=851412116

programa do gugu- link completo da serie a vida na rua

fonte:www.taxista em movimento.com



Escrito por nicomedesoliveira às 19h40
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A MORTE DA ESTUDANTE RACHEL CURRIE     PELA PAZ EM MEMÓRIA

 Rachel_Co...pps (647,0 KB)

 

 



Escrito por nicomedesoliveira às 08h17
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tv record-serie vida na rua

   
 
  NUMA GRANDE  INCURSÃO PELA CIDADE DE SÃO PAULO PRA MERGULHAR NO UNIVERSO DAS PESSOAS QUE MORAM NA RUA,OU EM SITUAÇÃO DE RUA.
                    
           A REPORTAGENS FEITAS PELA JORNALISTA - ANA PAULA PADRÃO.
 
  TITULO DA SÉRIE:  A Vida na Rua.  a partir de 19 de outubro de 2009

 

Segunda - MOCÓS
Terça - TIPOS DA RUA
Quarta - ALBERGUES
Quinta - TIÃO NICOMEDES
Sexta - CATADORES
Sábado - SEU GEGÊ 


Escrito por nicomedesoliveira às 07h38
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Discurso do presidente da República, Luiz Inácio

Lula da Silva, na cerimônia de assinatura de

Decreto que institui a coleta seletiva

Discurso da assinatura de Decreto que institui a coleta seletiva nos órgãos federais e anúncio de linha de

crédito para catadores de materiais recicláveis

Palácio do Planalto, 25 de outubro de 2006

Meu caro Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e

Combate à Fome,

Nossa querida ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,

Nosso querido companheiro Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego,

Meu caro Sérgio Machado, ministro da Ciência e Tecnologia,

Meu caro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República,

Meu caro Tarso Genro, da Secretaria de Relações Institucionais, Meu caro

Ivan Ramalho, interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio,

Meu caro Demian Fiocca, presidente do BNDES,

Meu caro Waldemar Wirsig, representante no Brasil do Banco Interamericano de Desenvolvimento,

Meu caro Marcelo Garcia, presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social e

secretário municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro,

Meu caro companheiro Luiz Henrique da Silva, representante da Associação

de Catadores de Papel e Papelão Recicláveis,

Meu caro companheiro Sebastião Nicomedes de Oliveira, representante do Movimento da População em

Situação de Rua,

Meus amigos e minhas amigas,

O que nós estamos presenciando aqui hoje, mais que um ato de assinatura de Decreto e de assinatura de

convênios, é um ato de cidadania. Em 1994, eu tive a oportunidade de ir à África do Sul visitar o então eleito

presidente Mandela. Quando cheguei, às 8 horas da manhã, no Palácio de Governo da África do Sul, uma

quantidade enorme de mulheres e homens estava andando em volta do Palácio, olhando as paredes. O prédio

estava aberto para a comunidade, para o povo entrar, e o povo entrava e não tocava em nada, mas olhava,

olhava, olhava. Eu perguntei ao presidente Mandela porque aquele povo olhava com tanta admiração um

Palácio, as paredes. E o presidente Mandela me disse: "Lula, essa gente, durante décadas, não podia nem

passar aqui em frente. Um negro passar na frente do Palácio do Governo da África do Sul, até então

governado pelos brancos, era quase um atentado aos bons costumes estabelecidos naquela época na África do

Sul". Então, as pessoas queriam ver, queriam olhar, não queriam nem tocar, só queriam ver. Hoje, quando

ouvi o discurso dos dois companheiros - me permitam chamá-los de companheiros também e não de

Excelência - eu fiquei pensando quantas pessoas já passaram por este Palácio. Certamente, na história política

do nosso País, já passaram muitos empresários, muitos banqueiros, muitos governantes de vários países do

mundo. Certamente por aqui já passaram príncipes, já passaram reis, já passaram rainhas, já passaram

primeiros-ministros, já passaram xeiques, já passaram muitas e muitas personalidades. Mas a democracia

brasileira e a conquista da cidadania brasileira não seriam completas se por aqui não passassem outras

personalidades que compõem a população humana e que, muitas vezes, têm trabalho até mais importante que

muitos dos que já passaram por aqui, mas que como essa profissão não está catalogada nos anais de quem faz

a anotação das profissões chiques, essas pessoas nunca foram lembradas para entrar no Palácio de Governo,

nem aqui, nem em muitos países do mundo. Não que a gente não queira que outros passem por aqui, por aqui

precisam continuar passando os reis que visitarem o Brasil, os príncipes que visitarem o Brasil, as rainhas que

visitarem o Brasil, os empresários brasileiros e estrangeiros, os banqueiros brasileiros e estrangeiros, os

trabalhadores organizados, os fazendeiros, os trabalhadores sem-terra, mas é preciso que penetre neste Palácio

a sociedade brasileira como um todo. E eu penso que hoje nós culminamos, uma parte a mais, do avanço da

 

democracia no nosso País. Um gesto como este possivelmente não seja medido agora, leva tempo para que a

sociedade mature e compreenda o significado, às vezes, até maior do que a conquista. Em que momento da

história um catador de papel pôde usar a tribuna num palácio governamental? Em que momento da história

um morador de rua pôde utilizar a palavra no Palácio presidencial em qualquer país do mundo? Por isso que o

Brasil, aos poucos, vai sedimentando práticas e exemplos que podem ajudar na conquista da democracia no

mundo. Porque também é preciso uma evolução da sociedade para compreender a função de cada um, para

jogar no lixo o preconceito. O preconceito não pode ser reciclado, ele tem que ser exterminado da cabeça das

pessoas. Uma vez eu estava na frente da Assembléia Legislativa de São Paulo, em frente daquele memorial

que tem lá, e eu vi uma cena que, se eu tivesse uma máquina, teria registrado: um "bacana", daqueles que anda

num carro último tipo, simplesmente abriu o vidro e jogou uma latinha de cerveja vazia para fora. Atrás dele,

um companheiro, com uma carroça, humildemente pegou aquela latinha e colocou dentro de sua carroça.

Porque para ele, aquela latinha era um estorvo dentro de seu carro, afinal de contas, ele já tinha bebido o

conteúdo daquela latinha. Para um catador de material reciclável, aquela latinha significava a possibilidade de

levar um pão para que o seu filho pudesse comer no dia seguinte. Essa diferença de comportamento, dos mais

diferentes segmentos da sociedade, só pode ser resolvida se for compreendido que nós somos diferentes em

espécie humana e em funções, que cada um tem uma utilidade, e foi para isso que nós fomos colocados no

mundo. A compreensão de que o trabalho de um homem ou de uma mulher, que anda com uma carroça na

rua, colhendo a sujeira que nós fazemos, precisa ser reconhecido com uma atividade nobre, como é a atividade

de um trabalhador dentro da Volkswagen, onde o Marinho trabalhou durante tantos anos, ou de alguém que

está dentro de uma sala, dando aulas, ou de alguém que está num palácio fazendo um decreto ou assinando

uma lei. É apenas a compreensão da importância de cada um de nós nesta sociedade tão complexa e tão

heterogênea. Compreender que as pessoas que vão morar na rua, não vão morar na rua porque querem.

Depois, podem até ter disposição de ficar lá, mas é preciso que a gente se preocupe em saber sua origem. Por

que alguém que já teve carteira profissional assinada e que já trabalhou em uma fábrica, de repente a gente

encontra dormindo embaixo de um viaduto, dormindo em cima de um banco de praça ou dormindo embaixo

de um buraco, repartindo o seu sono com ratos, pela periferia dos grandes centros urbanos?O papel da

sociedade é compreender essa diversidade que existe na sociedade brasileira, diversidade política, cultural,

mas, sobretudo, a diversidade social. Então, este Ato que nós fazemos aqui no Palácio, com a assinatura do

Decreto, é muito mais uma demonstração de que este País caminha, a passos largos, para que todos nós

sejamos irmãos de verdade, para que todos nós sejamos irmãs de verdade, para que todos nós deixemos o

preconceito de lado, deixemos a pequenez de lado, que muitas vezes toma conta do ser humano, veja que

todos nós somos iguais. Apenas, em determinados momentos históricos, estamos em posições diferentes, em

postos sociais diferentes. Eu quero dizer para vocês da minha alegria, do meu prazer, da satisfação de poder

ter vivido o dia, como Presidente da República, em que neste Palácio adentrou mais uma parcela da sociedade

brasileira marginalizada para afirmar, a quem quer que seja, que este País não tem dono e não terá mais dono.

O dono dele são os 190 milhões de brasileiros. Por isso, eu quero agradecer a presença de vocês aqui, porque

nos dois discursos eu vi também uma coisa nobre. Normalmente algumas pessoas podem pensar: "bom, a

pessoa trabalha colhendo papel na rua, não sabe nem falar". E vocês viram o discurso finíssimo do Mineiro, e

só podia ser mineiro, que foi ali na frente, quase nos obrigando a chamá-lo de Excelência. E depois nós vimos

um morador de rua enrolado na coisa mais sagrada que o povo de uma pátria tem, que é a sua bandeira, fazer

um discurso que poderia ser feito, talvez não com a mesma qualidade, por qualquer intelectual deste País. E

aí, Patrus e demais ministros que têm trabalhado nesta área, eu lamento não estar vendo o companheiro Júlio

Lanceloti aqui no nosso meio, que eu sei que é um guerreiro de todas as horas junto conosco nesta parada. Eu

queria dizer que o que vocês fizeram aqui hoje foi uma demonstração de que a parceria, a relação

democrática, cordial, mantendo a autonomia dos Movimentos, mas que pode ser feita entre o Estado

brasileiro, uma prefeitura, um governo de estado, o governo federal e vocês, só pode trazer bons resultados.

Essas conversas, esses cursos, essa formação, eu vi aqui ele falar em gestão. Ele não falou na transversalidade

porque talvez não tenha ido ninguém falar em transversalidade. Mas, gente, o que nós vimos aqui é o

seguinte: não existe cidadão superior ou cidadão inferior, não existe o bacana e o não-bacana, o que existe é

que na hora em que o ser humano tem uma chance, venha de onde vier, ele agarra essa chance e prova que

tem tanta competência de sobreviver com dignidade quanto qualquer outra pessoa. O que vocês fizeram aqui,

hoje, eu não tenho dúvida nenhuma de que foi mais uma pequena lição de vida para quem governa este País,

 

olhar para todos sem distinção, sem preconceito religioso, sem preconceito de raça, sem preconceito de

religião, sem preconceito de função, sem preconceito político. Antes de tudo, vocês são tão ou mais brasileiros

do que muitos que pensam que vocês não são nada. Meus parabéns. Parabéns, Patrus. Parabéns, Marina.

Parabéns, Marinho. Parabéns, Demian.E que Deus continue dando forças a vocês e, sobretudo, que Deus

continue nos transformando, cada vez mais, em seres humanos humildes, para que a gente não esqueça nunca

de onde viemos e onde queremos chegar.

Muito obrigado, gente!

 http://www.mds.gov.br/arquivos/discurso-do-presidente-da-republica-luiz-inacio-lula-da-silva-na-cerimonia-de-assinatura-de-decreto-que-institui-a-coleta-seletiva/html2pdf
 



Escrito por nicomedesoliveira às 07h49
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CNS apresenta Conferência Mundial durante Plenária Extraordinária de Conselhos

 

Nesta terça-feira (13), o Conselho Nacional de Saúde irá apresentar, durante Plenária Extraordinária de Conselhos de Saúde, a I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social no auditório Petrônio Portela, no Senador Federal, a partir das 14 horas. 

 

A Conferência Mundial acontecerá em Brasília, de 22 a 26 de março de 2010. O objetivo é reunir lideranças mundiais ligadas aos temas de seguridade social – envolvendo governos, acadêmicos, representantes de movimentos sociais e de trabalhadores – para promover um diálogo com debates que apontem a consolidação de sistemas universais hoje existentes e o estímulo ao desenvolvimento de novas iniciativas.

 

O evento sobre o Desenvolvimento dos Sistemas Universais de Seguridade Social está sendo organizado pelo Governo Brasileiro, representado pelo Ministério da Saúde (MS), Ministério da Previdência Social (MPS) e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e representantes de Movimentos Sociais.

 

Mais informações sobre a I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social estão disponíveis no site: http://www.conselho.saude.gov.br/confmundial.html



Escrito por nicomedesoliveira às 06h56
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Ruas geladas
 

Por Daniel Santini
daniel.santini@folhauniversal.com.br


Quando se dorme na rua, o frio sobe do chão. Mesmo com o papelão colocado para isolar e afastar o piso duro e gelado, fica difícil aquecer as costas. A sensação é de pressão constante na base do quadril. Insuportável. Quando a temperatura diminui muito, o frio torna-se perigoso. A perda de calor pode levar até à morte. Primeiro, o corpo reage com tremores e espasmos. Uma tentativa involuntária natural de aquecimento. Depois, pés e mãos começam a ficar cinzentos ou arroxeados e vem uma combinação de confusão mental e sonolência. Por fim, o coração diminui o ritmo lentamente até parar.

A morte pelo frio, a chamada hipotermia, é comum nas ruas das capitais mais ricas do Brasil. Neste ano, antes mesmo da chegada do inverno, que começou em 21 de junho, pelo menos uma pessoa sem moradia não resistiu às baixas temperaturas. João Maria Fortunato Alves, um homem de 47 anos, que vivia nas ruas de Curitiba (PR), não suportou a madrugada abaixo de zero, do dia 4 de junho, e morreu.

Com a chegada do inverno, a queda acentuada de temperatura nas próximas semanas pode trazer consequências trágicas. Sebastião Nicomedes, morador de rua de São Paulo e escritor, enviou uma carta-aberta cobrando providências à Prefeitura, no mês passado. "Nos albergues e nas moradias provisórias, os cobertores andam mais finos que lençol de burguês. E nas ruas, quem quiser comprovar, é só andar à noite e observar as pessoas dormindo quase dentro das fogueiras que acendem com caixas de tomate, alho e paletes, prestes a morrerem queimadas", escreveu .

De acordo com Anderson Lopes, do Movimento Nacional de População de Rua, em vez de programas de moradia ou reabilitação de dependentes, as autoridades concentram esforços em ações repressivas para tentar expulsá-los de áreas nobres. "Antes, era só de noite, agora acontece de dia. Jogam água, tomam os cobertores, o papelão, tudo", denuncia. "O povo também tem direito, também contribui para a cidade. Argumentam que quem está na rua não paga impostos. E o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)? Ao comprar um cigarro ou um pão, eles também pagam", defende.

Simone Gonçalves de Araujo, de 49 anos, que passa o dia cuidando do lar improvisado em um canteiro do viaduto Pacaembu, em São Paulo, enquanto o marido busca material reciclável no lixo, conta que já perdeu tudo várias vezes."O 'rapa' da Prefeitura chega e recolhe tudo. Não deixam nem cobertor, nem colchão, nada. Agora no frio eles têm passado menos vezes, mas é sempre difícil", diz a mulher. "O Julião, meu cachorro, não pode ver o pessoal, que avança. Eu tenho que segurar", conta.

Simone não sai em busca de latinhas e papelões porque foi atropelada com uma carroça e hoje tem dificuldades em caminhar. O osso da perna é torto na canela: "No frio
dói demais."

Proibido ser pobre
No Rio de Janeiro, a política oficial da prefeitura é simples e direta. Como parte de um programa que ficou conhecido como "Choque de Ordem", as pessoas são recolhidas e retiradas das áreas nobres. Para diminuir a resistência dos que insistem em dormir em bairros como Copacabana ou Ipanema, o secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, proibiu que órgãos assistencialistas distribuam alimentos para quem está nas calçadas. "Em operações, muitos se recusam a seguir para os abrigos porque não querem perder a hora do sopão", diz o secretário.

Em São Paulo, além das denúncias constantes de violências por parte de autoridades, os movimentos sociais reclamam também do que chamam de "política higienista", estratégia semelhante à do Rio de Janeiro, baseada na ideia de se "limpar" o Centro dos pobres.
Citam que, recentemente, dois albergues foram fechados na área, um no Glicério e um na Bela Vista, no que seria parte da estratégia de se manter os pobres na periferia. Ao mesmo tempo, foram criados Centros de Convivência, tendas em que, a partir de agora, devem ser ordenadas ações de ajuda como entrega de alimentos e roupas, de grupos de caridade.
"Eles estão substituindo albergues por tendas. Não há camas, nada. Parece um circo e nós ficamos de palhaços", reclama Robson Mendonça, do Movimento Estadual da População de Rua. A assessoria de imprensa da secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antonio, que acumula o cargo de vice-prefeita, nega a substituição e diz que os albergues foram fechados porque ofereciam "condições insalubres". Segundo a secretaria, "os usuários foram transferidos" e "nenhuma vaga foi fechada".

Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo e diversas outras capitais, ações como essa têm como base a ideia de que quem está na rua é acomodado, tem vida fácil e não gosta de trabalhar. O que não é verdade, de acordo com estudo da pesquisadora e assistente social Maria Lucia Lopes da Silva, da Universidade de Brasília. Autora do livro "Trabalho e população em situação de rua no Brasil", ela reuniu dados que indicam que a maioria tem profissões e que, mesmo na rua, muitos trabalham. O fenômeno, explica, está ligado ao desemprego, que, na crise atual, tende a se agravar.

A especialista alerta que é um problema complexo e que não há soluções fáceis. "As pessoas precisam ser acolhidas, não recolhidas", diz. Programas de moradia, reabilitação e tratamento para dependentes de álcool e drogas, além de abertura de vagas de trabalho, estão entre as políticas que deveriam ser adotadas.

"A maioria se envolve com álcool, drogas ou crime porque está na rua e não o contrário", diz, com base nos dados que reuniu. "Trata-se de uma estratégia de sobrevivência mesmo. No frio, muitos bebem para suportar a noite."
 
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Ouça aqui o Santo Culto
 
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Escrito por nicomedesoliveira às 21h15
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GCM-SAMU- INVERSÃO DE PAPÉIS.

Domingo 20 /09/2009.

 
Passando hoje pela avenida Paulista,indo almoçar com a minha diretora  do monologo O HOMEM SEM PAÍS,Alessandra Medeiros . 
 Eram exatamente 12:22 mintos.
Deparei com uma cena daquelas que ainda me chocam ,causam um impacto emocional do qual ainda não aprendi controlar.
Eram exatamente 12:22 mintos. Um homem que mora na rua ,agonizando no chão,tendo convulções.
Duas viaturas da GCM pelo local, a G20217 e a P 40121,os guardas  prestavam  socorro,ja um tempo.
Uma jovem mulher parada em frente ao portão do HSBC,observava também abalada com o drama que via acontecendo,diante de nossos olhos.
Me aproximei pra ajudar,o homem soltou um grito  tendo o segundo ataque,babava e gemia forte. Os guardas se revezava apoiando a cabeça do homem pra que não se machucasse mais no chão. Tava gelado,ventava um pouco e começando uma garoa fina,a sensação de frio tava demais. Fui manter os dedos do homem esticados,a mão aberta,aprendi nas ruas que é mais eficaz e seguro ao contrario de desmbolar a lingua que a pessoa tendo ataque pode morder feio o dedo involuntariamente.
Deu resultados,a tremedeira foi diminuindo e veio o sono por instantes.
A viatura G20217,depois de um tempão sem ver sinais de ambulancia,saiu fazer a ronda. A P 40121- placas EBV 4055 continuou no local,os guardas Nunes e Cruz o motorista da viatura,continuaram se revezando ,por fim improvisaram um travesseiro com um tecido que tava na viatura. Contiuaram olhando o pulso,tentando reanimar o homem,falando com ele que respondia as vezes com a cabeça,contudo sem conseguir dizer o proprio nome.
O guarda Nunes relatou:
__Tinha um sujeito tentando fazer ele se levantar e sair andando com o pé,dando chutinhos .Encostamos a viatura e pegamos pesado com o irresponsavel transeunte. Dai por diante assumimos . Ja ligamos pro Samu.
Continuamos insitindo,dizsseram que tão a caminho. O que mais podemaos fazer.
 
Enquanto eu anotava as declarações do guarda,o homem teve a terceira convulsão. Corremos de novo pra conter a situação,abri outra vez os dedos ,mantendo as mãos abertas,funcionou. De novo a pessoa pegou em sono profundo.
 
A jovem mulher que acompanhava,veio conversar comigo .
Chama-se Silvana ,faz SJT pra residencia(?) médica no edificio torre Paulista. O homem tava na calçada do Hsbc,e Mercantil,dois Bancos que ficam de frente pra Casper libero da Tv gazeta.
 E explicou:__ Eu cheguei cedinho aqui,o meu marido me trouxe de carro,vimos esse homem procurando comida no lixo. Tivemops vontade fazer alguma coisa,acabei entrando ,tive que correr pra aula.Isso era umas oito e meia da manhã.
Agora eu saio vejo o morador de rua ai passando mal, ja passavam das 12:30.
Silvana estava meio com remorço: Eu podia ter comprado comida,o meu marido podia ajudar,ele tava com fome.Deve ta precisando de açucar. Olha ai,agora isso que ta acontecendo!
 
      12:44
__Nada do Samu,reclamava o guarda Cruz.
 
As 12:55,chegou a mabulancia do Samu,  07244 C.Oeste - Campos Elisios-PB.
 O guarda Nunes ainda recomendou: Bom ter pressa que a coisa é séria.
 A viatura da Gcm se foi.
 Vanalisa -enfermeira ou médica que desceu primeiro da ambulancia,chamou mais outra mulher e o motorista com a maca. Prestaram ali os procedimentos ,,as 13:05 a ambulancia saiu,lenta sem cirenes ligadas. O que me causou espanto e medo principalmente.
Foi a primeira vez que não me revolto com a GCM e mais uma que baixa indgnação quanto ao SAMU,que não consigo entender,não me entra na cabeça,essa coisa de urgencia-emergencia.
O cidadão podia ter morrido ali na calçada.
Não entendo porque essa lentidão ,quando quem precisa do socorro  é pessoa que mora na rua.
 PORQUE?  
 


Escrito por nicomedesoliveira às 17h09
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               NUNCA NA HISTÓRIA DESS PAÍS


               NUNCA SE VIU TANTA EXPULSĂO DE GENTE
               NUNCA SE VIU TANTA GENTE MORANDO NAS RUAS
               NUNCA SE VIU TANTA DESCONSTRUÇĂO 
               PREFEITURA FAZ O QUE QUER
               SINAL AMARELO DA ASSISTENCIA EM SĂO PAULO
               A VERBA SUMIU.
               ONGS NO ALERTA VERMELHO
               USUARIOS NO AMARELO
               DISCURSOS COMPLICADOS
               TEM CADEIRANTE DISPUTANDO VAGA EM CALÇADA 
               SERVIÇOS DE ACOLHIDA,CONVIVENCIA
               VIRAM REDE DE QUADRA DE PETECA
               QUEM É A PETECA AFINAL
               ONG,TRABALHADOR,CONVIVENTE ?
               SECRETARIA SENTA O TAPA NA CARA DE TODO MUNDO
               QUEM MORA NA RUA,REALMENTE TA LARGADO
                DESEMPREGO, SAUDE COMPROMETIDA
                PRA PIORAR TEM O CRACK 
                ENLOUQUECENDO TANTA GENTE 
                TRABALHADOR DA AREA,NĂO SABE SE BATE,SE APANHA
                CONVIVENTE NĂO SABE SE RECLAMA,SE DETONA
                 A VIOLENCIA VERBAL,GENERALISADA
                 O QUE MAIS ASSUSTA, É SABER
                 QUE PRA POLITICA DO DESCASO
                 NADA VEIO  SUPLANTAR 
                 UQE METODOLOGIA ESSA
                 NUNCA HOUVE TANTO DESCASO
                 NUNCA O BARRIL ESTEVE TĂO PRÓXIMO DE EXPLODIR
                 NUNCA O FIM DO TUNEL ESTEVE TĂO ESCURO
                 JA SE FALA EM APAGĂO DA ASISTENCIA
                 JA SE FALA EM REBELIĂO DOS USUARIOS
                 NINGUÉM PARAOU PRA PENSAR
                 ONDE TUDO ISSO VAI DAR ?
                 NUNCA NA HISTÓRIA DA ASSISTENCIA SOCIAL
                 SE ESTEVE TĂO PERTO DO CAOS IMINENTE...
 
                  Tiăo Nicomedes-16/09/2009

                     WWW.DIARIOTIAO.ZIP.NET   8766-9134



Escrito por nicomedesoliveira às 16h33
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               NUNCA SE VIU TANTA EXPULSĂO DE SEM TETO
               NUNCA SE VIU TANTA GENTE MORANDO NAS RUAS
               NUNCA SE VIU TANTA DESCONSTRUÇĂO 
               PREFEITURA FAZ O QUE QUER
               SINAL AMARELO DA ASSISTENCIA EM SĂO PAULO
               A VERBA SUMIU.
               ONGS NO ALERTA VERMELHO
               USUARIOS NO AMARELO
               DISCURSOS COMPLICADOS
               TEM CADEIRANTE DISPUTANDO VAGA EM CALÇADA 
               SERVIÇOS DE ACOLHIDA,CONVIVENCIA
               VIRAM REDE DE QUADRA DE PETECA
               QUEM É A PETECA AFINAL
               ONG,TRABALHADOR,CONVIVENTE ?
               SECRETARIA SENTA O TAPA NA CARA DE TODO MUNDO
               QUEM MORA NA RUA,REALMENTE TA LARGADO
                DESEMPREGO, SAUDE COMPROMETIDA
                PRA PIORAR TEM O CRACK 
                ENLOUQUECENDO TANTA GENTE 
                TRABALHADOR DA AREA,NĂO SABE SE BATE,SE APANHA
                CONVIVENTE NĂO SABE SE RECLAMA,SE DETONA
                 A VIOLENCIA VERBAL,GENERALISADA
                 O QUE MAIS ASSUSTA, É SABER
                 QUE PRA POLITICA DO DESCASO
                 NADA VEIO  SUPLANTAR 
                 UQE METODOLOGIA ESSA
                 NUNCA HOUVE TANTO DESCASO
                 NUNCA O BARRIL ESTEVE TĂO PRÓXIMO DE EXPLODIR
                 NUNCA O FIM DO TUNEL ESTEVE TĂO ESCURO
                 JA SE FALA EM APAGĂO DA ASISTENCIA
                 JA SE FALA EM REBELIĂO DOS USUARIOS
                 NINGUÉM PARAOU PRA PENSAR
                 ONDE TUDO ISSO VAI DAR ?
                 NUNCA NA HISTÓRIA DA ASSISTENCIA SOCIAL
                 SE ESTEVE TĂO PERTO DO CAOS IMINENTE...
 
                  Tiăo Nicomedes-16/09/2009

                     WWW.DIARIOTIAO.ZIP.NET   8766-9134



Escrito por nicomedesoliveira às 16h32
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  na semana em que  população de rua volta ao foco das discussões. (arquivo epoca atualizado no site)
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI55367-15228,00-FAZER+O+BEM+E+BOM.html 
 

26/06/2009 - 23:31 - Atualizado em 02/07/2009 - 11:07
Fazer o bem é bom
Eles descobriram seu próprio jeito de construir um novo Brasil, mais solidário e menos desigual. Por isso, são mais felizes. E você?
Revista Época
Numa noite gelada do inverno gaúcho, Gilmar e Cristina alcançaram sua casa confortável em Porto Alegre, doidos para entrar e se aquecer. Entre eles e a porta havia cinco meninos de rua unindo trapos e corpos para atravessar a noite ao relento. Não era a primeira vez que o casal se confrontava com crianças abandonadas pelas ruas da cidade. Daquela vez, porém, não foram capazes de saltar por cima delas. Por que não conseguiram fechar a porta da casa deixando a dor alheia na calçada?
O advogado Gilmar Russa e a educadora Maria Cristina da Costa vão contar a história da noite que mudou suas vidas nas páginas seguintes desta que não é apenas mais uma reportagem de capa. ÉPOCA deseja que esta edição possa ser o momento na vida de cada leitor - como tem sido para cada jornalista envolvido no projeto - de parar alguns minutos para refletir sobre a pergunta correta: como alguém - eu, você, nós - consegue fechar a porta diante da tragédia do outro?
Foi essa mesma pergunta que assaltou Gilmar e Cristina, divididos sobre a próxima cena: entrar correndo em casa e esquecer o que viram - com a mesma facilidade com que os vidros são erguidos nos sinais de trânsito - ou se comprometer com o frio dos cinco meninos que nem sequer os olhavam com esperança, acostumados à indiferença. "Como podemos deixar as crianças lá fora e dormir?", questionaram. Não um ao outro, mas a si mesmos, com um pé no primeiro degrau e o outro na calçada.
A vida não muda ao som de trombetas ou com letreiros de néon piscando. Ela se transforma assim, num instante banal. Gilmar e Cristina nem perceberam, foi tudo muito rápido. O pé apoiado no degrau não os levaria apenas para dentro de casa, mas para um tipo de destino. E o que teimava em ficar na calçada os carregaria para outro, totalmente diverso. Cabia a eles - como cabe a cada um de nós - fazer a escolha. A reflexão proposta por ÉPOCA é a pergunta seguinte de Cristina e Gilmar diante do impasse: "O que nós podemos fazer? O que eu posso fazer?".
A partir desta edição, ÉPOCA vai publicar toda semana histórias de solidariedade. São reportagens sobre brasileiros que não viraram as costas e escolheram algo que pode soar pueril, mas cujo debate tem definido quem ou o que somos ao longo da História: fazer o bem. Até março, ao abrir a revista o leitor conhecerá homens e mulheres, de todas as idades e sotaques variados, que um dia se perguntaram sobre o que podiam dar para quem tinha menos e, assim, tornar o Brasil um país mais justo e mais solidário. Como as melhores respostas não estão prontas nem expostas em prateleiras, eles construíram a sua, do seu jeito. A proposta editorial de mostrar o Brasil do bem faz parte de uma iniciativa de todas as revistas da Editora Globo, batizada Projeto Generosidade. A partir desse projeto, o assunto entra permanentemente em nossa agenda editorial.
Rubem Alves, escritor, filósofo, psicanalista, diz que "desejaria saber ensinar solidariedade a quem nada sabe sobre ela". Mas como ensiná-la? - questiona. Ele afirma que a solidariedade, assim como a beleza, não pode ser ensinada. Ambas são da ordem do inefável. Estão além das palavras. Diferentemente da astronomia, da física, da gramática, a solidariedade não mora no mundo de fora, mas "dentro do corpo, enterrada na carne, como semente à espera". Não floresce "por mandamentos, mas por transbordamentos". "A solidariedade é o sentimento que nos torna humanos. É um sentimento estranho, que perturba nossos próprios sentimentos porque me faz sentir sentimentos que não são meus, mas de um outro", afirma Alves. "Pela magia do sentimento de solidariedade, meu corpo passa a ser morada do outro. É assim que acontece a bondade."



Escrito por nicomedesoliveira às 07h20
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