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Churrascão aponta saída para beco da cracolândia

 

Churrascão aponta saída para beco da cracolândia

Churrascão aponta saída para beco da cracolândiaFoto: ADRIANO LIMA/Agência Estado

O QUE ERA PARA SER UM PROTESTO, TORNOU-SE, HOJE, EM SÃO PAULO, UMA MOSTRA DE SOLIDARIEDADE; COLETIVO ‘DESENTORPECENDO A RAZÃO’ ASSA CARNES PARA A POPULAÇÃO DESASSISTIDA DA REGIÃO CENTRAL; EM LUGAR DE BORRACHADAS, COMIDA, CARINHO E ALEGRIA; FÓRMULA DÁ CERTO

Por Agência Estado

14 de Janeiro de 2012 às 19:23Agência Estado

247 – Em lugar de segregação, assimilação. Para quem só viu, até agora, do poder público, pouca assistência social e muitas borrachadas, hoje está sendo um dia para comer e relaxar. Tudo porque um coletivo chamado DAR – Desentorpecendo A Razão – resolveu, como se fosse brincadeira, prestar solidariedade aos centenas de desvalidos da cracolândia – e em atenção a eles oferecer uma grande churrascada em plena rua Helvética, no coração da problemática região. O resultado, como se vê até aqui, quando a atividade ainda se desenrola (18h00), é o melhor possível: adesão total da população exposta ao vício, nenhum incidente e horas sem usar o nefasto crack. Um golaço de cunho social.

Abaixo, notíciário da Agência Estado a respeito:

Grupos, entidades e coletivos realizam na tarde deste sábado uma manifestação contra a Operação Cracolândia. O "Churrascão da Gente Diferenciada versão Cracolândia", na Rua Helvétia, local tradicionalmente ocupado por usuários de droga na região central de São Paulo e um dos principais alvos da operação policial.

O intuito da manifestação, segundo o coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), um dos responsáveis pela mobilização de hoje, é protestar contra o tratamento dado aos dependentes do crack, alvo da operação policial. "Higienismo, preconceito, segregação, violência, intolerância, tortura, abuso de autoridade e mesmo suspeitas de assassinato passaram a ser ainda mais constantes nos dias e principalmente nas madrugadas do bairro", diz o grupo em página sobre o evento divulgado pelo coletivo no Facebook, por meio do qual cerca de 4 mil pessoas confirmaram presença.

O nome do evento faz alusão a uma manifestação realizada no ano passado em Higienópolis, em protesto a moradores do bairro que se declararam contrários à construção de uma estação de metrô na região, uma das mais valorizadas da capital paulista. O coletivo diz que o "churrascão difereciado" é um tipo de evento que ficou marcado na cidade como forma de combater, de maneira bem humorada e crítica, o preconceito e o racismo dos políticos e das elites paulistanas. "Na cracolândia todo mundo é gente como a gente", diz.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que soube da manifestação por redes sociais e não tem maiores informações.

http://www.brasil247.com.br/pt/247/brasil/35721/Churrasc%C3%A3o-aponta-sa%C3%ADda-para-beco-da-cracol%C3%A2ndia.htm




Escrito por nicomedesoliveira às 09h14
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'A droga que não uso é o título de eleitor', diz morador da cracolândia

'A droga que não uso é o título de eleitor', diz morador da cracolândia

 


JULIANNA GRANJEIA
DE SÃO PAULO

Wellington, 33, morador de rua e viciado em drogas, ficou responsável por uma das churrasqueiras na esquina da rua Helvétia com a alameda Dino Bueno, onde estava sendo realizado o "churrascão da gente diferenciada" na tarde deste sábado. Cantando e dançando, ele ajudou a servir os moradores da região central de São Paulo que fizeram fila para comer.
'Churrascão' une ativistas e viciados na cracolândia
Veja imagens do 'churrascão' na cracolândia
Tráfico de varejo é o alvo na ação anticrack em SP
Geraldo Alckmin visita cracolândia de madrugada
Veja imagens da ação policial na cracolândia
"Não tenho palavras para descrever isso. Muita energia positiva. Você não vai perguntar se eu uso drogas? A droga que eu não uso é o título de eleitor. Vocês ficam votando e o que recebemos depois é borrachada", afirmou.
Sebastião Nicomedes de Oliveira, 44, cuidou de outra churrasqueira. Disse que morou nas ruas por quatro anos e outros quatro em albergue, e que não usa drogas. O problema na região da Luz, para ele, é a falta de respeito com quem vive por ali.
"Deveria ter uma casa de convivência aqui, com pessoas que tenham amor, zelo, que ofereçam ajuda. Não é com helicóptero da polícia e borrachada que vão resolver o problema aqui. Essas pessoas são vítimas do descaso", afirmou.
A moradora de rua viciada em crack Eliane Ferreira de Sena, 40, concorda. "Eu estou gostando dessa movimentação de hoje, estou achando bonito que existem pessoas preocupadas com a gente. Nós não estamos certos, a gente sabe disso. Se alguém me oferecesse ajuda agora para largar das drogas e procurar minha família, eu aceitaria", afirma Eliane que, ao avistar os fotógrafos, lembra que não penteou o cabelo e que estava sem maquiagem.

 Julianna Granjeia/Folhapress 
Patrícia e Eliana Ferreira de Sena conversam durante o "Churrascão da gente diferenciada" na cracolândia, região central de São Paulo
Patrícia e Eliana Ferreira de Sena conversam durante o "churrascão da gente diferenciada" na cracolândia

O artesão conhecido como Piauí Ecologista --que já foi viciado em drogas e hoje faz campanha de conscientização sobre o uso-- disse estar inconformado com a forma de como a Polícia Militar está agindo na região.
"Estou há 20 anos sem usar drogas e estou revoltado com o que está acontecendo aqui. Em ano de eleição, os políticos querem mostrar serviço e usar como propagando eleitoral. Nós temos que denunciar os abusos", afirmou.
Piauí fez um discurso de cima de uma das casas usadas pelos viciados para se drogar na alameda Dino Bueno. No final de sua fala, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.
O padre Julio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, que estava presente na manifestação, afirmou que o protesto demonstra o descontentamento com a postura higienista adotada para tratar a situação.
"A manifestação trouxe o lúdico, a resistência, o protesto contra a tortura. Há uma sociedade que não concorda e que está preocupada com as ações da PM."
CHURRASCÃO
Ao menos 200 pessoas participaram do "churrascão da gente diferenciada" na cracolândia, região central de São Paulo, na tarde deste sábado.
A manifestação foi organizada por diversas ONGs e grupos, entre eles o coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), a Casa da Cultura Digital e Transparência Hacker, e começou por volta das 16h na esquina da rua Helvétia com a alameda Dino Bueno. Membros do MST e da Igreja Católica e evangélica também participaram.
O evento foi um protesto contra a operação iniciada pela PM na região no dia 3 e pela falta de política pública para os usuários de drogas da cracolândia.
Alguns moradores de rua entraram na festa, aproveitando os comes e bebes e cantando com os manifestantes.
Outros viciados que estavam no local no início do "churrascão", porém, mudaram para outra esquina. Irritados com fotógrafos e jornalistas, eles pediram para não serem fotografados e diziam para quem se aproximava: "A festa é do outro lado".
Policiais tentaram dispersar o grupo, mas minutos depois ele voltava a se reunir.
Um grupo da Transparência Hacker levou seu ônibus para o local e soltou balões de gás hélio coloridos no começo do evento.
"A ideia é registrar, conhecer e ocupar a região. Não é só um problema de política e segurança, é um problema nosso. Para ajudarmos, precisamos conhecer melhor", afirmou Daniela Silva, integrante da ONG. 



Escrito por nicomedesoliveira às 08h57
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http://www.dgabc.com.br/Columnists/Posts/73/6586/cracolandia-incompetencia-e-lagrimas.aspx

Cracolândia, incompetência e lágrimas

12/01/2012

O uso de ‘dor e sofrimento’ como meio de persuadir os viciados...

Artigo
O uso de ‘dor e sofrimento' como meio de persuadir os viciados da cracolândia paulistana a aceitar o tratamento é, pelo menos, discutível. Esse castigo nada mais é do que a tortura, prática infamante, condenada em todas as sociedades e só admitida nos lugares mais atrasados do planeta. Não há a menor dúvida de que as forças estatais devem à sociedade solução para a zona convertida em território da droga, pois ela se constituiu sob as barbas dessas mesmas autoridades, que pouco ou nada fizeram para resolver o problema, só agravado ao longo das duas últimas décadas.
Em vez da pura ocupação militar, o mais indicado seria endurecimento inicial contra o tráfico e a montagem de estruturas suficientes para atendimento aos viciados. As ‘procissões' de drogados, noticiadas pela imprensa, em nada contribuem para resolver o problema e expõem negativamente a imagem da cidade. Ainda está em tempo de a máquina pública unir-se para a busca efetiva de solução. A própria Polícia Militar seria melhor empregada se, em vez da repressão, fosse direcionada a montar, com outros órgãos de governo, o seu já conhecido sistema de ação cívico social.
Barracas de campanha com médicos, psicólogos, dentistas, farmacêuticos, assistentes sociais e até integrantes do Judiciário, para dar o atendimento integral ao viciado no seu próprio habitat. Oferecer ali mesmo todo o tipo de assistência, e só levar para internação na rede de Saúde os que tenham quadro clínico mais grave ou apresentem alto grau de periculosidade, dependência à droga e risco à própria vida e à de terceiros. Além dos servidores públicos, também poderiam ser chamadas a colaborar as igrejas e entidades sociais que já executam trabalhos com drogados. Tudo para que o usuário, em vez de reprimido, sinta-se apoiado, promovido e espiritualmente confortado.
O combate sem trégua ao tráfico diminuirá a disponibilidade da mercadoria junto ao consumidor e eficiente trabalho social poderá recuperá-lo, assim como devolver à comunidade as áreas hoje sucateadas. A Polícia Militar não deve ser a dona da operação e muito menos aplaudida pelo seu acerto ou vaiada pelo insucesso. Como polícia, tem de fazer apenas sua parte. O governo sim é o responsável e tem de mobilizar recursos para a busca da solução. Em tempo: não é só no centro de São Paulo, mas também nos bairros e praticamente em todas as cidades do Interior.
Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo.

 



Escrito por nicomedesoliveira às 13h37
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Promotoria considera 'desastrosa' ação na Cracolândia e abre inquérito

Ministério Público diz que operação ocorreu de maneira adiantada e sem articulação entre a PM e as secretaria
 

Foto: AE Ampliar
Usuários de drogas se concentram na esquina das ruas Aurora e Guaianazes nesta terça-feira
O Ministério Público (MP) de São Paulo abriu inquérito civil para apurar os objetivos e possíveis responsabilidades criminais da Ação Integrada Centro Legal, que pretende acabar com o consumo e tráfico de crack na região conhecida como Cracolândia. O inquérito também vai investigar possíveis abusos de poder por parte de policiais militares e casos de violência.

Para a Promotoria, a operação, que começou há uma semana, é “desastrosa” porque ocorreu de maneira “adiantada” e sem articulação entre a Polícia Militar e as secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde.

Leia também: Usuários da Cracolândia se espalham pelo centro de São Paulo

“Tráfico de drogas é questão de polícia, dependentemente químico, não. Essa operação está servindo apenas para espalhar o problema pela cidade”, disse o promotor Eduardo Valério, da promotoria de direitos humanos da divisão da inclusão social.
Valério ressaltou que as organizações de tráfico de drogas se adequam aos consumidores e que a operação não acaba com isso. "Não acreditamos que essa operação vá acabar com o tráfico. Onde estiver o consumidor, estará o tráfico. Para eliminar o tráfico, é preciso um trabalho de inteligência".
Nesta terça-feira, promotores de Justiça de Inclusão Social, Da Infância e Juventude, de Saúde Pública, e de Habitação e Urbanismo, concederam entrevista à impressa na sede do Ministério Público, no centro de São Paulo, para explicar a abertura do inquérito civi. “Como está, de fato, não pode continuar. Há a necessidade da adoção de políticas com articulação e respeito e não com dor e sofrimento. Um Estado não pode ser o algoz do cidadão”, completa Valério.
Considerando o quanto já foi gasto na operação pelo poder público e os resultados obtidos, os promotores consideram que pessoas possam ser responsabilizadas por improbidade administrativa. De acordo com o último balanço da Polícia Militar, apenas 0,447kg de crack foi apreendido na operação até o momento. De três mil abordagens policiais, 49 pessoas foram detidas, sendo que 26 eram condenados foragidos. Entre as 788 abordagens de agentes da saúde, 33 foram encaminhadas para serviços de saúde e outras 28 foram internadas.

Antes e depois: Veja cenas da Cracolândia
Bastidores: Operação na cracolândia foi deflagrada pelo 2º escalão
Problema disseminado: Em São Paulo, até piscinão é usado como cracolândia
'Dor e sofrimento': São Paulo usa 'dor e sofrimento' para acabar com Cracolândia


Foto: PADUARDO/FUTURA PRESS/AE Ampliar
Policiais realizam operação para retirar usuários de droga e prender traficantes
No próximo dia 13, as promotorias se reúnem com o comando da Polícia Militar e as secretarias envolvidas na operação para tentar “recuperar o leite derramado”, como disse o promotor Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Habitação e Urbanismo. Se não houver recuperação, o MP vai pedir a interrupção da operação.
Operação adiantada
Segundo os promotores, a operação deveria ocorrer só em fevereiro, depois da abertura do Complexo Prates, um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas na Rua Prates, no Bom Retiro, e que funcionará 24 horas. “Estávamos aguardando essa inauguração e eis que fomos surpreendidos por essa operação do governo estadual que põem por terra todo o projeto que se tinha no papel”, afirmou Valério.
O projeto previa diversas medidas como a articulação entre os agentes sociais e de saúde, métodos de portas de saída para que a pessoa não saia do tratamento e retorne às ruas e ao crack. Também estavam previstas políticas de habitação e emprego. "Esperávamos que a repressão policial viesse apenas no final da operação", acrescentou o promotor.
"Não houve nada novo no início deste ano que justifique essa iniciativa violenta do governo. Se não era para esperar a inauguração (do Complexo Prates), a operação poderia ser feita no ano passado, retrasado ou há cinco anos", explicou Valério. Questionado se haveria uma motivação política por trás do início da operação, o promotor disse que é possível. "Estamos tentando entender, é possível, mas não podemos afirmar isso."
Vínculo entre agentes e dependentes
Segundo os promotores, é essencial que haja um vínculo entre os agentes sociais e os dependentes químicos para que se possa ser feito o encaminhamento para as unidades de tratamento. "A polícia boicotou o trabalho dos agentes de saúde. Agora as pessoas estão sendo enxotadas de lá. Cada um foi atirando de um lado, sem uma política de Estado", explicou o promotor Valério.
Além disso, no caso das crianças e adolescentes, é necessário o acompanhamento familiar. "Não vimos nessa operação diferença entre as abordagens de adultos e de crianças e adolescentes", afirmou a promotora da Infância e Juventude Luciana Bérgamo.

Foto: AE
PM prende suposto traficante na Praça Julio Prestes, no centro de São Paulo, nesta quarta-feira

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/promotoria-considera-desastrosa-acao-na-cracolandia-e-abre-inque/n1597563780981.html
 



Escrito por nicomedesoliveira às 18h50
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Ministra vê ação na Cracolândia necessária, mas questiona método
07 de janeiro de 2012 14h12 atualizado às 15h06

 

Ministra Maria do Rosário afirma que ação deve seguir dentro dos padrões de direitos humanos. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil Ministra Maria do Rosário afirma que ação deve seguir dentro dos padrões de direitos humanos
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

     

    Vagner Magalhães
    Direto de São Paulo
    A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, afirmou neste sábado que a ação realizada pelas autoridades de São Paulo na região da Cracolândia, no centro da capital paulista, se faz necessária, porém diz que a pasta está atenta à forma com que vem sendo conduzida.
    A secretaria informou ter recebido denúncias de violência policial e ações consideradas inconstitucionais, que não estão de acordo com a política nacional. Na próxima semana, membros da secretaria devem se reunir com autoridades paulistas para discutir o caso.
    "A questão de forma faz diferença. São pessoas que precisam ser tratadas, que estão adoecidas pela questão do crack, da droga. O governo federal tem uma ação muito complexa, que inclui várias pastas, políticas públicas, para desintoxicação, atendimento com direitos humanos. Desenvolver essas ações é essencial, dentro dos padrões de direitos humanos. Estamos prontos para apoiar e ajudar nas questões que não são adequadas", disse a ministra.
    Ela discorda daqueles que acreditam que a ação em São Paulo foi precipitada, sem que o serviço de atendimento aos usuários estivesse totalmente disponível. "Essas pessoas estão no fundo do poço e algo precisa ser feito. Não sou daqueles que acreditam que precisa estar tudo pronto para que uma ação seja tomada. Essas pessoas, se nada for feito, vão morrer", diz. "Essas pessoas não poderiam estar vivendo como estavam, no meio do lixo".
    Segundo o secretário executivo da pasta, Ramaís de Castro Silveira, fontes diferentes da sociedade civil têm informado a pasta sobre excessos policiais. "Por exemplo, impedir as pessoas de permanecer em área pública, é algo bastante objetivo da violência da ação propriamente dita. Há relatos de espancamento, de que os serviços de saúde não estão sendo agregados. Usuários de drogas não podem ser tratados como criminosos.
    Segundo o secretário, a estratégia da Polícia Militar de provocar "dor e sofrimento" aos usuários, para que assim eles procurem auxílio de saúde, também é contraditória.
    "Isso é incompatível. Tenho certeza que não é uma posição do governador (Geraldo Alckimin), do prefeito (Gilberto Kassab), mas uma declaração mais intempestiva de algum agente público. Não pode ser esse o norte da ação. São Paulo é uma vitrine para o País. O que acontece no Estado serve de exemplo para o restante do Brasil", disse.
    De acordo com ele, não se pode dizer que ação foi precipitada, até porque, na visão dele, já deveria ter ocorrido há mais tempo. "Não queremos que se pare a ação. Teremos uma reunião em Brasíla nesta segunda-feira e queremos colaborar. Não nos cabe apenas fazer críticas, mas sim participar das ações", diz.
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5547661-EI7896,00-Ministra+ve+acao+na+Cracolandia+necessaria+mas+questiona+metodo.html


    Escrito por nicomedesoliveira às 20h44
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    cracolandia world-cade a justiça desse país?


    É TRISTE PRA GENTE QUE SAIU DA RUA,VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS QUE NÃO CONSEGUIRAM SAIR.
    HOJE ACUADOS E CERCADOS ,TRATADOS COMO PASSARINHOS ,POR TODOS OS LADOS TERM ARAPUCAS ARMADAS.
    É A POLICIA QUE ENQUADRA. SÃO OS EGRESSOS QUE NÃO TEM PRA ONDE CORRER. SÃO AS CASAS DE CONVIVENCIA COM COTAS LIMITADA E RECURSOS DE ALIMENTAÇÃO LIMITADISSIMAS.
    OS DEPENDENTES QUIMICOS TENDEM A SOFRER COM A ABSTITNENCIA E COM O JEJUM FORÇADO.
    GARANTIR BANHO. ALIMENTO. É O MINIMO QUE A PREFEITURA DEVERIA FAZER NESSE MOMENTO.
    MAIS O QUE ESTAMOS ASSISTINDO É UMA INTENSA E CRUEL TORTURA PISICOLÓGICA E MENTAL.
    A POLICIA SE TIVER CUNHÃO DEVIA INDICIAR E OU NO MINIMO INTIMAR A SUA EXCELENCIA SECRETARIA DE ASSISTENCIA SOCIAL SR. ALDA MARCONTAONIO E O SR PREFEITO GILBERTO KASSAB. E OUVIR AUTORIRDADES DA SAÚDE TAMBÉM.
    NESSE ASPECTO,SIM  É CASO DE POLÍCIA. QUANDO A PESSOA QUER SER TRATAR E O PODER PUBLICO NÃO DISPÕE DE MEIOS E DE VAGAS E DE INFRA ESTRUTURA. QUANDO A REDE DE SAUDE SUCATEADA E A ASSISTENCIA SOCIAL DESARTICULADA EM REDE.
    ALGUÉM MAIS DEVIA IR PRA CADEIA ,SER INTIMADOS E ABORDADOS.

    DO JEITO QUE  TAO AGINDO É PALHAÇADA,É VIOLAÇÃO TOTAL DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA EM SITUAÇÃO DE RUA.
    SE EU SAI DA RUA PORQUE HOUVE RESPEITO-TODOS MERECEM OU DEVERIAM TER A MESMA CHANCE,AS MESMAS OPORTUNIDADES.
    AVISEEM A POLICIA,AOS DELEGADOS,AOS CAPITÃES,AOS COMANDANTES,QUE EXISTE UM FATOR CHAMADO ITERSETORIALIDADE. E QUE AGINDO SOZINHOS NÃO VÃO CHEGAR A LUGAR NENHUM,QUE A PRESENÇA DO ESTADO NÃO É A PRESENÇA DAS FARDAS E DAS ARMAS DE FOGO.
     TIAO NICOMEDES.
    _____________________________________________________________________________________________
     



    Escrito por nicomedesoliveira às 22h20
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    O moinho após o desastre do dia 22/12/2011

    Carta aberta a População - Sob ataque violento da GCM com adultos, crianças e gestantes

    A Comunidade do Moinho ante o descaso humano do poder público municipal para o diálogo civilizado na construção de um projeto concreto de moradia, trabalho, educação e meio ambiente, vem a público manifestar-se para impedir distorções das informações.

    Nossa Comunidade conhecida como a Favela do Moinho, em 2006 era compostas por 576 famílias, hoje perdemos a conta; estima-se mais de mil famílias que se juntaram a comunidade por despejos, desocupações, incêndios que ocorreram em diversas áreas da cidade, “acidentes” ou por higienização.

    A Comunidade do Moinho originalmente formada por carroceiros catadores de materiais recicláveis que coletam na cidade uma média de 200 toneladas de material, sem apoio de nenhuma esfera do poder público, pelo contrário, as carroças têm sido confiscadas e os depósitos que compram materiais reciclados fechados pelo município.

    O projeto que desejamos é continuar trabalhando pela cidade e meio ambiente. Não podemos ir para longe do centro onde atuamos há mais de 10 anos e nossos filhos estudam. E aqui queremos nos fortalecer criando um sistema de reciclagem organizado que gere mais emprego e renda diminuindo a vulnerabilidade dos jovens a criminalidade urbana. Além disso, construímos alianças com projetos culturais que visam à ampliação de oportunidades aos nossos jovens.

    Em 27/12/2011 sob ataques violentos da GCM – Guarda Civil Metropolitana, lançamos este documento. E aqui publicamente solicitamos pela 5ª vez uma audiência com o Secretário de Habitação Municipal que não nos atende nem com solicitação de Sua Excelência Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, para ouvir um projeto digno de vida nesta cidade.

    O Bolsa Aluguel de R$ 300,00 por mês é um paliativo talvez necessário que não aceitaremos como solução definitiva. Apenas como a primeira fase de um sério programa de moradia, onde possamos garantir um presente digno e um futuro melhor para nossas famílias (e por que não para todos) que querem um cidade mais limpa, organizada e sintonizada com os modelos de sustentabilidade, que os carroceiros daqui fazem a anos mesmo sem conhecer a palavra “sustentabilidade”.

    Por isso pedimos mais educação e oportunidade! Mais diálogo e respeito pela nossa perspectiva de futuro e menos arrogância.

     

    Comunidade da Favela Do Moinho   

    Antonio: 11 - 6413-2893 ou 11-8305-5977   

    Juca: 11 - 11-8179-1119

    Carla: 11 - 8706-7134

     

    WWW.DIARIOTIAO.ZIP.NET



    Escrito por nicomedesoliveira às 15h03
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    o coral da rua

    Olha ai os nossos amigos. Tem vendedores da Ocas. Tem ex integrantes da Oficina de Sonhos. Tem galera MNPR. Tem quem esperava só uma oportunidade até mesmo para deixar as drogas. Veja o que é internação desejada e pedida pelo próprio dependente químico.
     
    http://www.youtube.com/watch?v=YCKVEq6DqXI
     
    www.diariotiao.zip.net

     



    Escrito por nicomedesoliveira às 09h34
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    Exibição Ativa do Hotmail
    1 anexo (248,7 KB)
    Baixe EDITAL CH...pdf (248,7 KB)
    EDITAL CH...pdf
    Baixar(248,7 KB)



     



     O Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos para a população em
     situação de rua lançou ontem edital de chamada pública para contratar
      um educador social (nível superior) e um agente de ação social (nível
      fundamental) no Rio de Janeiro.
      
      Os candidatos devem apresentar os documentos entre os dias 5 e 9 de
      dezembro próximo. A carga horária semanal é de 40h e o salário é de R$
      1.500,00.
      
      detalhes no edital anexo.
      


    Escrito por nicomedesoliveira às 10h52
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    Ó CULPA SAMPA


                                   BONECOS PARA BRINCAR.
     
    ALGUÉM ME CONVEÇA DO CONTRARIO,MAIS SINCERAMENTE EU PENSO QUE ESTÃO USANDO OS MORADORES DE RUA.
    DE OCUPA WALL ESTEET -CONTRA CONCENTRAÇÃO DE RIQUESAS NOS EUA - PARA O VALE   DO ANHANGABAÚ
                E DO VALE PRA BICICLETADA NA PAULISTA?    
         DESDE QUANDO A POPULAÇÃO DE RUA DEFENDE PRAÇA DE CICLISTA?
     
             AS BARRACAS COLORIDAS DEVARGASINHO VÃO DAR LUGAR AOS BARRAQUINHOS IMPROVISADOS DE PLASTICO ,PAU E PAPELÃO.
               NA HORA QUE A POLICIA BAIXAR O CASSETE,QUEM VAI TA LÁ PRA APANHAR?
    A CRIANÇADA QUE SE AGLOMEROU LÁ EM BUSCA DE CARINHO E AFETO E QUE MAIS UMA VEZ ACREDITOU NOS ADULTOS .
     
    CORRE SE O RISCO DE AS MANIFESTAÇÕES CONTRA CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA, VIRAR  CONTRA CONCENTRAÇÃO DE POBRES.
      VAI SOBRAR PRA QUEM?
    CERTAMENTE TAXADOS DE VICIADOS EM CRACK SERÃO EXPULSOS DA CIDADE DE SP. AÍ VEM BOMBA. OCULPA SAMPA AÍ TEM...
     OXENT WAL STREET AI TEM COISA VIU!
      www.diariotiao.zip.net
     


    Escrito por nicomedesoliveira às 11h49
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    Escrito por nicomedesoliveira às 13h52
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    boletim mnpr bh

    Anexos: 1 anexo | Baixar tudo como zip (452,7 KB)
    BOLETIM O...pdf (452,7 KB)


    Escrito por nicomedesoliveira às 11h26
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    projeto calliandra

     

    Saiu recentemente publicado o livro sobre o tema. Resultado de 4 anos de pesuisas.
     O livro ouviu vanguardas paulistanas,acatou alumas de nossas opinões que podem ser conferidas no livro.
     Entre as vozes que reunem escritores,poetas,jornalistas,atores,artistas ai,professores,pscologos entre outros. E eu na oportunidade levei a conhecimento um pouco do que faziamos no perioo inicial nos tempos fo fala rua na rua,da experiencia do teatro de bonecos como meio de dialogo com as crianças de rua,com os carroceiros,e por ai vai. Claro saiu alguns apanhados da fal direta e uma somatoria das vozes num abrangencia geral em alguns aspectos um tanto parecidas embora diferenciadas.
    Nossa entrevista aconteceu na casa restaura-me periodo em que coordenei as oficinas de artesanato.Na apresentação,consta também colaborador do jornal trecheiro e da revista ocas(achei importante divulgar essa forma de atuar , a militancia junto a pop rua).
     
     O ATO É QUE O TEMA MERECE UMA ATENÇÃO MAIS APROFUNDADA E LEVADA A SÉRIOA ,QUE CONTRIBUI ATÉ MESMO EM POLITICAS PUBLICAS.
    Livro - Violência Doméstica na Infância e Adolescência: uma Nova Cultura de Prevenção  Autoras: Maria Amélia Azevedo e Viviane Nogueira de Azevedo Guerra.É possível prevenir a Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes (VDCA)?
    Recuperando a história da PREVENÇÃO à VDCA enquanto, objeto sócio-histórico e objeto científico e a partir de um elenco consistente de várias investigações, este livro revela que a PREVENÇÃO do fenômeno ainda é um TEMA
     
    http://www.projetocalliandra.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28&Itemid=30
     
    O que é
    Um Projeto sociocultural para prevenir a VDCA (Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes) na cidade de São Paulo, ancorado em pesquisas e avaliado permanentemente em termos científicos e sociais.
    Missão
    Promover o desenvolvimento de uma NOVA CULTURA DE PREVENÇÃO PRIMORDIAL à VDCA, construindo uma SÃO PAULO AMIGA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES e SEM VDCA.
    http://www.projetocalliandra.com.br/

     

    __._,_.___

     



    Escrito por nicomedesoliveira às 16h58
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    ://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/

    dom, 16/10/11 por milton.jung | categoria Geral | tags alimento, Blog Action Day, fome, food, Paraisópolis, Pinheiros

     
    Seu Francisco vai mudar de endereço. Ele está sempre de mudança. Morava em casa, foi para a rua, consegue, vez em quando, um albergue. Chegou a vez do albergue se mudar de um número para outro na mesma Cardeal Arcoverde, rua de Pinheiros, primeiro bairro em que busquei abrigo quando cheguei em São Paulo. Ao contrário de Francisco, carroceiro, não precisei mudar muito de casa nem vivo na rua ou passo fome. Menos ainda sofri preconceito como ele e todos os que usam as dependências do albergue para serem acolhidos pela dignidade. Moradores do entorno os querem bem distantes dali, pois vão afugentar clientes, sujar o ambiente urbano e desvalorizar o patrimônio. Deveriam valorizar mais suas próprias vidas e privilégios conquistados -imagino, a duras penas – entendendo que nem todos têm os mesmos direitos e oportunidades.
    Escrevo neste domingo sobre o caso de Pinheiros, destaque nos jornais e motivo de reportagem lá na rádio, aproveitando-me de campanha mundial que reúne mais de 1.500 blogueiros de 80 países, o Blog Action Day 2011. Desde 2008 participo desta manifestação digital – o BAD começou em 2007 – quando pessoas de todo o mundo se comprometem a escrever no dia 16 de outubro ao menos um post sobre tema previamente escolhido. O resultado tem sido excepcional a ponto de provocar reações de chefes de Governo e de Estado, além de celebridades, que falam do assunto e expõem suas ideias. No BAD já se tratou da pobreza, da mudança do clima e da água. Nesta edição, como hoje é o Dia Mundial da Alimentação, o combate a fome é o objetivo maior. Costumo convidar os ouvintes-internautas e os raros e caros leitores deste blog a publicarem textos, frases, fotos e vídeos sobre o assunto. E contamino a pauta do programa na rádio da mesma forma. Como este ano caiu em um domingo, quando estou fora do ar, assumi por minha conta e risco a responsabilidade de participar do BAD.
    Calcula-se que cerca de 11,2 milhões de brasileiros não tenham o que comer, de acordo com a Pnad – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. Número bem maior é daqueles que não se alimentam direito, 54,4 milhões, às vezes falta dinheiro ou sofrem alguma restrição. Mesmo assim, programas de distribuição de renda e políticas específicas reduziram pela metade a parcela da população que passa fome, na última década. Derrubaram, também, o índice de crianças de até 4 anos com peso abaixo do esperado – indicador usado para mensurar desnutrição infantil – de 4,2% para 1,8% – segundo dados do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
    Sempre que se fala de fome, lembramos de famílias que vivem no Norte e Nordeste. Não por acaso. As pesquisas mostram que lá estão 18,5% das pessoas mais afetadas pelo problema – muitas crianças e a maioria na zona rural. Porém, você não precisa ir longe para enxergar o tamanho desta tragédia. Aqui em São Paulo, não fossem iniciativas públicas e privadas, iríamos nos deparar com famílias inteiras de esfomeados. São pessoas que vivem na indigência com menos de R$ 79 por mês – dinheiro insuficiente para se ingerir o mínimo de calorias necessários para ficar em pé e tentar um trabalho.
    Há alguns anos, conheci o belo projeto da União dos Moradores de Paraisópolis, segunda maior favela da capital, que mantém cozinha e um seleto grupo de cozinheiras, todos os dias, preparando pratos a base de doações generosas que recebem do comércio mais próximo e de moradores. Filas enormes se formam próximo do meio dia em busca das “quentinhas” que serão divididas com mais quatro ou cinco pessoas em cada casa. Soube de barracos que chegam a ter mais de uma família. Não fosse esta ajuda, o sofrimento seria ainda maior e a dificuldade para encontrarem um novo caminho bem pior.
    Albergues como o que está no centro da polêmica em Pinheiros, frequentado pelo Seu Francisco, não apenas são lugares para passar a noite como única opção para se alimentar de boa parte dos moradores de rua e carroceiros. São extremamente importantes como programas de inserção (salvação) dessas pessoas. Porém, diferentemente da casa usada para alimentar os mais miseráveis que vivem em Paraisópolis, não estão escondidos dentro de uma favela. Estão na porta das nossas casas. Pela relevância, deveriam ser bem-vindos e não provocarem asco, como ficou claro na declaração de alguns moradores de Pinheiros. Teriam de ser apoiados, não renegados. Sei que é muito difícil conviver com estas diferenças; negá-las, contudo, não é a solução. Não mata a fome de ninguém. Mata pessoas e nosso sentido de solidariedade.
    Leia mais aqui sobre a campanha contra a fome do Blog Action
     
    http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/


    Escrito por nicomedesoliveira às 19h31
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    Escrito por nicomedesoliveira às 21h51
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