DA FLIP
• Na mesa em que participei com Virna Teixeira, Greta Benitez e Reynaldo Damazio, uma pergunta ficou comigo: "O que acha da literatura feita na periferia?". Respondo melhor aqui: sendo eu, uma escritora que vem da periferia de um centro urbano, acredito que a preocupação agora é o conflito com o que escolhemos fazer por prazer e sacerdócio, essa coisa pesada que é escrever. O conflito é próprio da fronteira. A literatura toda é periférica, do carroceiro Sebastião Nicomedes ao Jô Soares, pensando em seu produto em comum, o livro, estamos todos na periferia. Não ocupamos, ninguém, o centro das discussões nacionais. Quanto menos divididos, melhor.
FONTE ANDRÉA DEL FUEGO
Escrito por nicomedesoliveira às 21h36
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