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Sebastião Nicomedes de Oliveira
Nascimento: 07/10/1968, Assis Profissão: Escritor/Pintor Projeto: Ponto de Cultura
Sebastião Nicomedes de Oliveira nasceu em Assis-SP no dia 07/10/1968. Foi criado por pais mineiros, junto com seis sete irmãos. Estudou até a quarta série em Assis, de onde só saiu quando seus pais morreram. Foi para Sabará-MG, onde passou a morar com sua irmã mais velha, que era missionária. Em Sabará, estudou até a oitava série e, na escola, escrevia poesias para a menina de quem gostava. Mostrando que levava jeito para a escrita, ganhou um concurso de redação do Senai ao escrever uma homenagem à mãe. Em Sabará, trabalhou como guia turístico e recepcionista da igreja à qual freqüentava. Não foi seu primeiro emprego, pois por volta dos 8 anos de idade, tentou trabalhar colhendo algodão e cortando cana, mas não gostou das tarefas. Beirando os 18 anos, entrou para a Marinha como agregado e saiu depois de seis meses e meio. Ao completar 18 anos, viajou pelo Brasil, passando por São Paulo-SP, Maceió-AL, Salvador-BA e São Sebastião-SP. Depois dessas viagens, fixou-se em São Paulo e passou a trabalhar com placas e letreiros, tarefa na qual sofreu um acidente que mudou sua vida. Em 2003, quando caiu de cima de um andaime improvisado, foi hospitalizado e dado como morto. Quando saiu do hospital passou a morar na rua, onde começou a escrever sobre a vida dos moradores de rua. Hoje mora no Brás, em São Paulo, tem um livro publicado, uma peça em cartaz (Diário de um Carroceiro) e recentemente dirigiu uma cena de um filme.
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fonte- http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmdepoente/depoimentoDepoente.do?action=ver&idDepoenteHome=10792
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Na entrevista de 22/11/2007, Sebastião Nicomedes de Oliveira fala sobre sua vida após o acidente que o fez morar na rua. Em 2003, quando isso acontece, Sebastião continua escrevendo poesias, o que já fazia desde o ginásio. Um dia, um outro morador de rua sugere que Sebastião escreva sobre a vida nas ruas, para que a situação mude. Ele, então, faz o que foi sugerido e sua vida muda completamente. Por causa disso, Sebastião vê aquele morador de rua como um anjo, que passou em sua vida, fez com que ela melhorasse e foi embora. Além disso, Sebastião também conta sobre o significado da bandeira que carrega sempre consigo, representando para ele um Brasil que a maioria das pessoas não conhece e também servindo como um símbolo que une as pessoas nas passeatas das quais participa.
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Escrito por nicomedesoliveira às 13h29
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http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmdepoente/depoimentoDepoente.do?action=ver&idDepoenteHome=10792
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Na entrevista de 22/11/2007, Sebastião Nicomedes de Oliveira fala sobre sua vida após o acidente que o fez morar na rua. Em 2003, quando isso acontece, Sebastião continua escrevendo poesias, o que já fazia desde o ginásio. Um dia, um outro morador de rua sugere que Sebastião escreva sobre a vida nas ruas, para que a situação mude. Ele, então, faz o que foi sugerido e sua vida muda completamente. Por causa disso, Sebastião vê aquele morador de rua como um anjo, que passou em sua vida, fez com que ela melhorasse e foi embora. Além disso, Sebastião também conta sobre o significado da bandeira que carrega sempre consigo, representando para ele um Brasil que a maioria das pessoas não conhece e também servindo como um símbolo que une as pessoas nas passeatas das quais participa.
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Escrito por nicomedesoliveira às 12h20
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carta lida e protocolada na VI conferencia Nacional de Assistencia social.
DO SEGMENTO DOS USUARIOS.
Da parte das oficinas estamos sendo mais felizes.Ontem teve apresentação do GTI população de rua. Pelo MDS estavam a Solange S.S.Martins, do MDS,representando o MNPR o Samuel de BH,um breve relato sobre a pesquisa pel META o Marcelo Sabóia,Pela Meta pesquisaa Junia e A Carmela apresentaram um breve relato sobre a contagem dos moradores de rua-como anda a pesquisa e o que pode significar em termos técnicos.
O debate foi produtivo bastante e pudemos levantar contatos e articular futuros encontros e trazer pra articulação representates de varios estados e municípios o que pode alavancar a organicidade do movimento e a mobilização onde não há nenhum processo ainda e onde há ja algum tipo de trabalho sendo desenvovido.
Hoje as 11:20 tem paineis simultâneos e farei parte pelo segmento dos usuarios,temos poucos na conferencia como delegados o que preocupa se foi pouco empenho da parte ou se as conferencias regionais,municipais e principalmente as estaduais não foram bem divulgadoas e ou não se empenharam no sentido de viabilizar a participação nessas.
Seguimos firmes,gratos ao MDS,á Secretaria Naciconal de Assistencia Social e ao CNAS pela oportunidade ,pela abertura de mais esse espaço de participação.Ressalvo a crítica pela falta do direito aá voz na abertura quando tinhamos a oportunidade de dizer aos governadores estaduais,aos prefeitos,enfim aos gestores municipais algumas verdades e fazer algumas reinvidicações,cobranças e principalmente exigir repeito aos direitos humanos e da nescessidade de humanização para o atendimento das pessoas vivendo á margem da exclusão.
E ainda tivemos de ouvir os discursos deles e assistir os governadores sendo premiados com troféus e palacas da confenrencia ou seja aqueles que nos perseguem e maltratam,depejam sem teto,fecham cortiços,pensionatos,perseguem catadores de papelão,expulsam os moradores de rua pra maquear suas cidades por meio de ações higienistas e preconceituosas,sendo hoemnageados diante de nossos olhos pelo CONSELHO nACIONAL DE ASSISTENCIA SOCIAL e nós lá assistimos a tudo sem direito a voz. >
Perdemos um grande momento de fato pra justificar a que viemos,cumprir a nossa missão,me sinto mal e cosntrangido porque pra mim estando aqui hospedado num bom hotel,comendo do bom e do melhor e sentado numa mesa recebendo aplausos sendo honrado mesmo sabendo que ia entrar mudo e sair calado enquanto os moradores de rua e todos quanto viemos representar(usuarios)todas as pessoas atendidas e ou precisando ser atendiadas pela rede socioassistencial pessoas sem voz e sem vez e que poderiam,deviam ter tido a fala delas aqui diante dos governantes estive pra o que? Assistir e aplaudir,calar e consentir como se tudo tivesse muito bem as mil maravilhas.Esse momento o CNAS nos furtou e nos fez vestir a carapuça da omissão.
Mais vamos em frente num futuro outros usuarios estarão aqui e quem me suceder na mesa de abertura quem sabe seja mais feliz e respeitado que eu lamentavelmente dessa vez FALHEI. brasilia 16 de dezembro de 2007 VI conferencia Nacional de Assistencia social. sebastião nicomedes >
Escrito por nicomedesoliveira às 16h22
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Sebastião Carlos dos Santos - usuário da rede de Assistência e representante do Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável de Duque de Caxias/RJ
CONGEMAS - O Que vc está achando da Conferência, até agora?
Eu acho que ainda tem muita coisa que tem que ser feita porque na 5ª Conferência foram praticamente tiradas as mesmas coisas daqui e as metas ainda não foram alcançadas. Então, fica um pouco de frustração por ter que discutir aqui na 6ª Conferência tudo de novo. O que me chama muita atenção como usuário da Assistência Social é que se discute muito, mas na prática a coisa não funciona. Trabalhar na Assistência Social é uma coisa, mas ser usuário é outra. Poucas vezes quando você chega para ser atendido como usuário, você tem um tratamento de acordo com a teoria. As pessoas, profissionais, não são tão sensíveis na hora de praticar o que é discutido aqui.
Escrito por nicomedesoliveira às 16h18
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José Luis Santos da Silva - usuário da rede de Assistência do município Rio de Janeiro/RJ
CONGEMAS - O Que vc está achando da Conferência, até agora?
- Avaliação da Conferência é positiva apesar de ter tido as suas falhas em termos de discussão. Positiva porque deram um espaço, porém limitado, para os usuários. E eu represento o usuário da cidade do Rio de Janeiro. Mas o usuário soube se portar e, nas plenárias e nos debates foi colocado isso. Na abertura foi feita uma mesa com as autoridades quando foi convidado um representante dos usuários. Todo mundo falou, menos esse representante. Se até as autoridades dos governos, nas suas instâncias federal, estadual e municipal, entendem que o foco principal é o usuário, você então tem também que deixar que ele coloque o que acha. Porque você não vai formar uma política somente por técnicos, com todo o respeito aos assistentes sociais, aos economistas, sociólogos, antropólogos. Mas é o usuário que realmente sabe se o sistema está funcionando ou não.
Escrito por nicomedesoliveira às 16h17
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ENTREVISTA COM SEBASTIÃO OLIVEIRA -fonte-site-CONGEMAS
CONGEMAS - Qual foi o motivo de sua fala entristecida e de decepção inclusive?
SEBASTIÃO - A gente vem trabalhando há muitos anos para que as pessoas que são atendidas pela Assistência Social, que chamam de usuários, possam ser protagonistas de suas próprias histórias, que possam falar o que querem e o que se pode ser feito por eles. E sempre foram técnicos que fizeram, falaram , foram nossos porta-vozes. Eles sempre nos representaram nos Conselhos, inclusive, em organizações, entidades etc. E nós estávamos nesta Conferência como representante dos usuários, mas mesmo assim não fomos respeitados ou contemplados nesta participação. Não tivemos direito a voz na mesa principal. Na abertura compusemos a mesa, eu estava representando os usuários e foi tirado o direito de voz, de falar qualquer coisa e que era o grande momento pois estavam os gestores municipais e governos aqui; nós tínhamos reivindicações a fazer e isso foi tirado de nós. Da mesma forma que das mesas que debateram os direitos socioassistenciais nós não pudemos fazer parte mesmo tendo participado da elaboração do texto que está sendo utilizado para a Conferência. Então, isso me choca e chateia, daí esse desabafo porque nós queremos tomar a frente na construção do Sistema de Assistência Social como participante desta construção e não como cobaias dessa construção, em que fazem, tomam medidas, decisões e a gente tem que acatar e ser submetido a tudo. E, dessa forma, a gente nunca vai mudar, os moradores de rua nunca vão conseguir sair da rua; não vão conseguir resolver o problemas dos sem-teto, de moradia e tantas outras violações de direito humanas porque as pessoas é que falam no nosso nome e tomam decisões que nem entendem e que acham que é bom para nós, quando não o é.
CONGEMAS - E por que sua contrariedade em relação à premiação que o CNAS fez aos governadores, ocorrida na abertura da Conferência, na sexta-feira à noite?
SEBASTIÃO - Governadores que não têm ainda sensibilidade com as pessoas empobrecidas, não combatem a pobreza, eles combatem os pobres que estão nas cidades deles. Eles expulsam as pessoas das ruas, perseguem os catadores, perseguem as pessoas que não têm moradia, que não têm renda... e eles, aqui na Conferência de Assistência Social, são premiados, recebem um troféu de honra ao mérito pelo serviço que eles prestam, quando eles fazem tudo ao contrário. Então eu achei injusto o que o Conselho fez. O Conselho é para defender os direitos dos cidadãos e não para defender o ataque aos cidadãos e a fomentação da indústria da miséria que é o que vem acontecendo. Isso não pode acontecer.
12h30 - Início dos Painéis Simultâneos
Foram debatidos os seguintes temas:
Painel 1: Os usuários e o Controle Social Painel 2: Gestão do Trabalho no SUAS Painel 3: Inclusão Produtiva e a Política de Segurança Alimentar e Assistência Social Painel 4: A inclusão da juventude - Desafio para a assistência social Painel 5: A assistência social: superando a intoler~encia e promovendo a inclusão 15h00 - Grupos de trabalho
18h40 - Final dos trabalhos do dia com apresentação teatral
Escrito por nicomedesoliveira às 15h16
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