porque feliz natal ?
Por tudo que fizemos de bem ao próximo.Por tudo que semeamos de fé e esperança.Por tudo que tentamos fazer de melhor para o bem comum pelo muito ou o pouco que esforçamos assim como temos muito a fazer ainda,amanhã talvez ,mais hoje ainda ha tempo.
Talvez não venhamos a colher o que plantamos,talvez eu,talvez você não colha,talvez outros colham,que interessa? o importante é que se a semente é boa bons frutos serão colhidos por quem quer que seja.
essa época do ano tem muitas cores e o que veremos depende da ótica que olharmos,tudo pode ter uma cor só,cor nenhuma,alguma cores enfim depende da ótica de quem vê.O natal não é agradavel pra todo mundo nem tem muito sentido ou significado de outros tempos .Mais natal é natal,fim de ano é fim de ano.Tempo de parar e refletir e avaliar o que se fez,o que passou e pensar o que fazer,o que virá.
Pode parecer de repente que não valeu a pena tanto esforço,tanto empenho,tanta dedicação.Pode não ter havido reconhecimento e até ingratidão.Mais nada em é vão,nada nessa vida é por acaso,e se uma vida se salva,então valeu a pena,sempre vale.
eu quando fiz a opção de voltar á realidade,enfrentar,quando optei por lutar e não desistir,sabia o que tava fazendo.Sair do anonimato dar a cara a tapa,eu podia ter ficado lá quetinho no meu canto,na calçada pra sempre até morrer,bom,me daeram a mão,eu aceitei ajuda e levantei e mesmo sabendo o preço a pagar na loucura que viver conscientemente nesse mundo louco de tanta indiferença e injustiça e desigualdade.Mais ai que tá,se eu levantei outros também o fizeram e muitas outras pessoas farão isso também,então por essas que ainda esperam uma mão estendida devemos continuar acreditando num mundo melhor,não temos o direito de desisitr,de ser infelizes,não,nós temos que ir em frente.
È chato saber que tem muita gente sem o que comemorar,onde e como,nesses dias em que tudo se fecha,as casas de convivencia,os barzinhos de prato feito,os restaurantes populares,a lojas,tudo.
Mais se você fez um minimo pra mudar essa situação esse ano,seja justo consigo mesmo se permita celebrar a vida.
Eu termino a ano sem rumo,vou viajar e só pensar nisso depois,depois do dia 10.
só sei que por onde passar vou fazwer o bem e lembrar de todos que de alguma forma fazem parte da minha vida,com certeza você que tá lendo é parte importante nessa minha caminhada.
Sei que sou amado e posso ser odiado isso eu escolhi ao voltar á identidade humana e bom eu só lamento pelas pessoas que não tiverm a mesm sorte? por aquelas pessoas que perdemos,que se perderam,que perderam os documento de identidade e principalmente a identidade de pessoa humana.
Bom pessoal,por isso da pra pensar sim um lindo dia de natal e um reveilon explodindo de alegrias e confraternização,celebremos 2008 feliz. [ 2 comentários aprovados]
Escrito por nicomedesoliveira às 09h44
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Editora alternativa faz livros e arte a partir de papelão
RAQUEL COZER da Folha de S.Paulo
Páginas xerocadas de textos de Manoel de Barros, Haroldo de Campos, Jorge Mautner e outros chegam às dezenas a um quartinho de cerca de 20 m2 no subsolo de uma casa na Vila Madalena, onde ganham capas de papelão, pintadas à mão.
Não é bem a idéia que se tem de uma editora, mas é o que, com o argumento de ser também coletivo de arte e trabalho social, o projeto Dulcinéia Catadora vem fazendo há quase um ano em São Paulo.
"Nada aqui é tradicional nem convencional", define a coordenadora Lúcia Rosa, 53, artista plástica, enquanto se ajeita num banco ao lado do depósito de livros --uma bancada colorida em que identificar algum dentre os títulos empilhados parece tarefa das mais árduas.
Dulcinéia Catadora é a "irmã" mais nova da iniciativa argentina Eloísa Cartonera, criada em 2003 e cujo trabalho feito por escritores, artistas e filhos de catadores de papelão (que pintam as capas) ficou conhecido no Brasil em 2006, quando participou da 27ª Bienal de SP. Os projetos, independentes um do outro, têm ainda similares no Peru, na Bolívia e no Paraguai.
Dulcinéia não tem subsídio e se ajeita como dá. Ajuda não falta: o quarto-sede foi cedido pelo projeto Aprendiz, os textos são liberados por todos os autores convidados a participar (Haroldo de Campos, que morreu em 2003, liberara os seus para Eloísa Cartonera).
O formato sofreu mudanças por aqui. Lúcia quis somar aos nomes do catálogo autores "em situação precária". Isso coloca, junto com os veteranos do primeiro parágrafo, gente como o ex-sem-teto Sebastião Nicomedes. A pintura das capas também não fica só a cargo de filhos de catadores. Parte da equipe é formada por menores que viviam nas ruas antes de ganharem abrigo em um lar em Pinheiros.
O nome Dulcinéia veio de uma catadora paulistana que, durante a Bienal, proveu a Eloísa Cartonera de material. "Acho forte, como ela", diz Lúcia. Calhou de ser o mesmo nome do amor idealizado de Dom Quixote, o que dá um ar romântico ao projeto. "É a nossa micro-utopia", define a artista.
O ideal vem tomando formas palpáveis. As vendas começaram numa média de 80 por mês e hoje, segundo a artista, chegam a 400. "Vamos fazendo conforme a procura", conta. É verdade que a produção depende mais da venda do mês anterior que propriamente de encomendas. "Quando acaba o mês, faço as contas para saber por quantos dias por semana poderei chamar os meninos, e disso depende o mês seguinte."
Os jovens ganham de R$ 15 a R$ 30 de diária. Os livretos, de até 32 páginas, são vendidos a R$ 5 em locais como a Mercearia São Pedro, em São Paulo, e unidades do Sesc.
História da caixa
"É um coletivo, não só um projeto social", esclarece Lúcia. "Eles e eu pintamos juntos", diz. Atenta, no outro canto da mesa, Jucilene Alves da Cruz, 17, camiseta lambuzada de tinta, levanta uma capa recém-pintada. "Olha", diz, orgulhosa, antes de notar o estrago: "Ai!".
Lúcia explica para a reportagem: "A gente pinta de um lado só". E para Jucilene, que tinha pintado o outro lado de uma capa já pintada, diz, com jeito: "Desse montinho aí todos já estavam pintados...". O erro, defende Lúcia, é raro. "É lindo como aprendem rápido." Entre as lições, está "dialogar" com o papelão. "A caixa de papelão tinha uma história, certo? Então, não temos de escondê-la."
Escrito por nicomedesoliveira às 09h43
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