DOIS PROFESSORES DA "ESCOLA COMUNITÁRIA PAULO FREIRE" (ECOPAF) DE TOYOTA-SHI
PARA O VI FREPOP - III INTERNACIONAL!
Fundada em 2005, a "Escola /Escuela Comunitária Paulo Freire" (ECOPAF), é uma instituição sem fins lucrativos, bilíngüe (português/espanhol), de período integral, mantida pela ONG Centro Latino Americano Homigaoka (CELAHO). Atende crianças e jovens cujos pais trabalham o dia todo, assim como crianças da escola japonesa e supletivo noturno a fim de preservar e ensinar a língua materna português/espanhol.
Falarão sobre ela, durante o VI FREPOP - III Internacional (ver link: ) os dois de seus professores, vindos diretamente do Japão:
JOSÉLIA ELIETE LONGATTO FUIDIO – brasileira, formada em Geografia e Pedagogia; foi professora Rede Estadual, no município de Campinas, entre 1985 e 1991. Foi também professora voluntária de Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Movimento Sem Terra (MST), no município de Sumaré, entre 1985 e 1990. Foi membro do Comitê de Solidariedade aos Povos da América Latina, em Campinas, entre 1987 e 1991. Foi, ainda, professora de Geografia no Colégio Imaculada, de Campinas, entre 1987 e 1996. Foi Secretária Municipal de Educação e Cultura da Cidade de Mogi Mirim, entre 1997 e 1999. Foi, de 2000 a 2004, professora/coordenadora da Escola AME, de Mogi Mirim (SP). É, desde 2005, diretora da "Escola/Escuela Comunitária Paulo Freire" – Toyota-shi, Japão.
MARCELO MARÍA FUIDIO HIRIART – uruguaio, formado em Engenharia de Computação e Análise de Sistemas, pela UNICAMP. Foi fundador e membro do Comitê de Solidariedade aos Povos da América Latina, de Campinas, de 1983 a 1992. Foi membro Pastoral da Criança de Mogi Mirim (SP). É tradutor do português para espanhol e professor de espanhol. Foi voluntária da "Escola da Família", durante o ano de 2005. Foi fundador e membro, entre 1986 e 1989, do Grupo Apícola El Hornero, de Pueblo Beisso (Uruguai). É, desde 2006, professor de matemática, computação e espanhol da "Escola/Escuela Comunitária Paulo Freire" - Toyota-shi, Japão.
Esse caso me fez lembrar aqui da Casa do estudante do Morador de Rua. Uma casa que fica na rua Monsenhor Andrade no Brás. Lembro que foi umaa luta dos próprios moradores de rua pra ter um espaço onde pudessem estudar e se preparar para prestar concursos. Alguns tiveram êxito,não viraram noticia de midia mas conseguiram feitos honrosos,teve quem arrumopu emprego,teve bolsista da petrobrás,teve bolsista no senai,tem pelo menos um ou dois que passou no vestibular e ta conseguindo fazer enfim a tal sonhada faculdade. Hoje me parece ficou responsavel pela casa,na coordenação a irmã Justina,que vem conseguindo computadores pra o pessoal fazer pesquisas e parece que os próprios frequentadores da casa consertaram ós micros e recentemente senão me falha até conseguiram instalaram internet para viabilizar os estudos. È o que eu digo sempre,a rua tem diamantes raros só falta lapidar. *********************************************************************
Morador de rua passa em concurso do BB e assume cargo em julho
Ubirajara Gomes da Silva passou na 136ª posição, entre 171 classificados para Recife. Ele carregava pasta com cópias de apostilas e provas e estudava em praças e bibliotecas.
Ubirajara diz que prestou cinco concursos em dois anos (Foto: Diário de Pernambuco) (Foto: Diário de Pernambuco)
Enquanto vivia de fazer bicos e pedir esmola, Ubirajara Gomes da Silva, de 27 anos, passou quase um ano carregando pelas ruas do Recife uma folha de papel dobrada com o comprovante de classificação no concurso do Banco do Brasil.
Neste mês, foi convocado para assumir o cargo de escriturário, cujo salário inicial é de R$ 942,90, mais gratificação de 25%.
Silva ficou na 136ª posição, entre 171 classificados para trabalhar no Recife. A aprovação no concurso não significa apenas um emprego para ele. Morador de rua há 12 anos, Silva finalmente vai realizar o desejo de ter um lar.
Nas últimas semanas, ele tem vivido dias de "celebridade" nas ruas da capital pernambucana e também no site de relacionamentos Orkut – quase 400 recados foram postados em seu perfil com saudações pela conquista e votos de boa sorte, principalmente de candidatos a concursos.
Mas como um morador de rua tem um perfil no Orkut? Silva diz que costuma usar computadores em bibliotecas públicas e lan-houses que cobram preços baixos pelo uso. “Eu escolho entre comer ou acessar a internet”, conta.
Foi pela rede mundial de computadores que ele leu o edital do concurso, conseguiu material de estudo e trocou informações com outros candidatos. E foi também pela internet, em setembro do ano passado, que ele ficou sabendo que havia sido classificado no concurso. A boa notícia veio três dias antes de ele completar 27 anos.
O concurso teve mais de 19 mil candidatos inscritos. A prova, realizada em agosto do ano passado, tinha 150 questões – ele acertou 116. Mas antes de tentar entrar no Banco do Brasil ele já havia prestado quatro concursos nos últimos dois anos – sempre para o cargo de auxiliar administrativo, de nível médio.
“As pessoas me diziam para prestar para cargos de nível fundamental, mas eu sabia que podia tentar para nível médio”, diz.
Silva sempre carregava uma pasta cheia de cópias de apostilas e provas anteriores e estudava em praças e bibliotecas.
Silva diz que fugiu da casa onde morava com a avó materna e quatro irmãos aos 15 anos. Ele estava na 6ª série, em 1995. Em 2001, decidiu voltar a estudar e recebeu diploma de ensino médio após ser aprovado no supletivo. Ele diz que passou a ler até três jornais diários de grande circulação por dia, além de livros sobre economia, um de seus assuntos preferidos.
Silva pensa em fazer universidade. Suas preferências são pelos cursos de ciências contábeis, economia e administração. “Esses cursos podem ajudar bastante o trabalho no banco”, diz.
Há até alguns dias atrás, Silva vivia na esquina da rua da Amizade com rua das Pernambucanas, no bairro das Graças, perto da região central de Recife. Agora, um amigo que ele conheceu pela internet ofereceu abrigo em sua casa até que ele consiga uma casa para morar.
Esse mesmo amigo, que também passou em um concurso público, mas ainda não foi chamado, pagou a parte de uma dívida de Silva para limpar o nome dele no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), uma das exigências especificadas nos editais do BB para que os candidatos possam assumir o cargo. A outra parte do empréstimo Silva parcelou em 60 vezes e pretende pagar com o salário que passará a receber.
De acordo com o Banco do Brasil, se Silva fizer todos os exames médicos necessários e providenciar toda documentação até a semana que vem, ele assumirá o cargo de escriturário no dia 7 de julho, no Centro de Operações do BB, localizado no bairro Recife Antigo. Silva afirma que fará cabelo e barba e irá vestido com a roupa nova que ganhou de amigos.