30/07/2008 Cineclube Pólis exibe documentário Tião Reciclado
O Cineclube Pólis exibiu em 17 de julho, o documentário Tião Reciclado, de Vítor Freire, que conta um pouco da trajetória de vida de Sebastião Nicomedes, catador de materiais recicláveis e ex-morador de rua. Em seus 32 minutos de duração, a produção mostra o depoimento de Tião, que fala sobre como conseguiu, através da arte, se reeguer e buscar outro caminho (Tião escreveu a peça teatral Diário de Um Carroceiro, que ganhará uma versão para o cinema). Mais de 50 pessoas estiveram presentes para assistir o filme, entre redes, movimentos, conselhos e fóruns.
Na sequência da exibição, o debate teve como conteúdo o relato das histórias de vida de quem mora ou morou na rua. Foi discutida também a atual política de limpeza social do centro da cidade, implementado pela prefeitura; a truculência da Guarda Civil Municipal e o aumento dos despejos das favelas o que aumenta o número de pessoas nas ruas da capital. O ex-secretário de Assistência Social e atual candidato à vereador, Floriano Pesaro, esteve presente na exibição do filme, mas não permaneceu para o debate.
A sessão comprovou como o Cineclube Pólis pode ser um espaço aglutinador, de troca de idéias, intercâmbios e de aproximação entre movimentos que trabalham diversos temas. “As pessoas que participaram da sessão, sempre alvo de discriminação, relataram que se sentiram acolhidas. Este evento foi um importante espaço de encontro entre estes grupos e também de reflexão sobre a situação atual dos moradores de rua e catadores de materiais recicláveis”, afirmou Luis Eduardo Tavares, coordenador do Cineclube. Recomende esta página Envie o seu comentário Imprima esta página
Escrito por nicomedesoliveira às 11h28
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REVISTA FORUM
Moradores de rua denunciam política higienista e lavam calçada da prefeitura
Por Joelma do Couto [Terça-Feira, 29 de Julho de 2008 às 20:14hs]
Em protesto contra a Aliança pelo Centro Histórico, moradores de rua organizaram um ato público pela humanização da região, na segunda-feira, 28. Centenas de manifestantes denunciaram maus tratos e desrespeito aos direitos da população em situação de rua na região. As atividades se iniciaram às 9h, em frente à Catedral da Sé. A Aliança pelo Centro Histórico é uma parceria entre a prefeitura de São Paulo, o governo do estado e a Iniciativa Privada articulada pela Associação Viva o Centro. A entidade é vinculada a empresas sediadas na área central, e o objetivo da aliança é dar qualidade total ao Triângulo Histórico, região compreendida entre as Igrejas de São Francisco, São Bento e Sé. Integram o Comitê Executivo da Aliança pelo Centro Histórico o subprefeito da Sé, Amauri Luiz Pastorello, representando a prefeitura de São Paulo; o coronel Polícia Militar Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento na área central da cidade, representando o governo do estado e a PM; e o engenheiro Antonio José Ayres Zagatto, assessor executivo da Associação Viva o Centro. Segundo a entidade, dar assistência aos moradores de rua é um dos seus muitos objetivos. Mas muitas também são as denúncias de maus tratos e agressões sofridas pelos moradores de rua do Triângulo Histórico. Camelôs da Rua 25 de Março também se uniram aos manifestantes, acusaram a imprensa de ser conivente com os criminosos, de distorcer os fatos e de não informar a verdade ao seu público. Em carta aberta distribuída pelos ambulantes, os camelôs sustentam que “só quem não conhece o mundo deles é que acredita no espetáculo montado pelas TVs e jornais”. Na avaliação deles, os valores pagos por estes comerciantes às máfias de fiscais, denunciadas na última semana, são muito superiores aos R$ 800 mil a R$ 1 milhão divulgados, mas atingiriam R$ 3.6 milhões por mês. “Os mafiosos são ajudados pela imprensa que faz tudo para esconder que elas sempre existiram”, prossegue o texto. Os catadores de recicláveis se queixam dos altos preços dos aluguéis em cortiços da região central e, por outro lado o alto valor do transporte público também faz com que eles não possam morar longe da região. Catadores, camelôs, moradores em situação de rua, todos se dizem vítimas de uma política higienista de exclusão, praticada há séculos no Brasil. O atual caso do centro de São Paulo é parecido com o que aconteceu no Rio de Janeiro durante a gestão do prefeito Pereira Passos. Para renovar a área, foram expulsos para os subúrbios os cidadãos mais pobres. No Ato Público da São Paulo, manifestantes resolveram enfrentar o poder das elites dominantes, mas sequer foram recebidos. Passaram pela Bolsa de Valores, subprefeitura da Sé, sede da Associação Viva o Centro e prefeitura, sempre recebidos pela polícia. “Se a Associação Viva o Centro quer o melhor para todos, por que não ouvir a parte mais fraca?”, protestou Anderson Lopes, do Movimento Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da População de Rua. Ao contrário dos representantes da Associação Viva o Centro, recebidos em seu gabinete, o prefeito Gilberto Kassab preferiu não conversar com representantes dos movimentos de moradia moradores em situação de rua para também ouvi-los. Em repúdio a ausência de políticas de inclusão, os manifestantes entregaram uma vassoura como “troféu” a um representante da Bovespa. Lavaram a calçada da subprefeitura e da prefeitura. “Limpeza urbana sim, humana não”, gritavam os ativistas. Os candidatos a prefeito de São Paulo, Soninha Francine (PPS) e Ivan Valente (Psol), participaram da manifestação.
Foto: Joelma do Couto Diante da Bovespa, manifestantes protestam Foto: Joelma do Couto  Manifestantes lavam calçada diante da prefeitura de São Paulo. Foto: Joelma do Couto  Soninha Francine, candidata a prefeita pelo PPS, na manifestação

Escrito por nicomedesoliveira às 09h50
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Escrito por nicomedesoliveira às 06h39
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O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS-a disputa pelo centro
 A disputa pelo centro histórico de São Paulo está aquecendo. O espaço público central, conhecido pelo movimento intenso de pessoas durante o dia, funciona por um lado como espaço de comércio informal (camelôs) e fonte de materiais recicláveis (catadores); por outro lado como espaço de turismo, espetáculo e cultura, além de espaço para atrair investimentos. Existe um forte desequilíbrio entre essas funções. As primeiras dominam hoje na região, e as segundas estão sendo promovidas pela elite por meio de vários programas de revitalização urbana, por exemplo na região da Luz e no Parque Dom Pedro II. O mais novo é a Aliança pelo Centro Histórico, uma aliança da prefeitura, o estado de São Paulo, associação Viva o Centro e a iniciativa privada (por exemplo a Bovespa). Objetivo do projeto é "limpar" o triângulo histórico da cidade, entre a Praça da Sé e os Largos de São Bento e São Fransisco, incluindo assim o Pátio do Colégio e a Praça do Patriarca. A ação, que depois se espalhará pelo centro todo (Sé e República) prevê vigilância, limpeza de ruas, retirada dos camelôs, iluminação pública e encaminhamento de mendigos para assistência social e albuergues na região. Movimentos sociais, cooperativas de reciclagem e camelôs temem a expulsão de trabalhadores informais, moradores de rua e catadores da área e estudam contra-ações e medidas legais para contestar o projeto. 
Escrito por nicomedesoliveira às 05h54
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Leitura & Literatura
July 24, 2008 08:57 AM PDT
Nessa edição, a segunda parte da entrevista com Cristino Wapixana, escritor e compositor, falando a respeito da literatura indígena. http://www.escritoresindigenas.blogspot.com/
Ouça também uma conversa com o escritor Sebatião Nicomedes.http://diariotiao.zip.net/
Ficha técnica dessa edição:
Cris Brunetti - Locuções Marcelo Laguna - Trilha sonora original Uirá Vital - Entrevistas, roteiro, produção e operação técnica
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O Laboratório de Leitura tem direção de Diego Franco e é uma realização do GENS Serviços Educacionais.
Escrito por nicomedesoliveira às 01h02
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