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MDS lança edital para capacitação de moradores de rua
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Meta é a realização de oficinas e cursos que promovam a emancipação desse segmento da população. Prazo final para instituições enviarem propostas é 15 de dezembro.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com a UNESCO, lançou edital para contratação de instituição que atue junto à população de moradores de rua em todo o País. As organizações interessadas têm até o dia 15 de dezembro de 2008 para enviar suas propostas.
O objetivo é fortalecer a organização e desenvolvimento social desse público, visando melhorar sua qualidade de vida, criando condições de autonomia, por meio da geração de trabalho e renda. A instituição selecionada deverá promover oficinas profissionalizantes, seminários e fóruns incentivando e capacitando pessoas em situação de rua ou ex-moradores de rua para a realização de atividades produtivas . Deverão ser abordados temas como economia solidária, cooperativismo e empreendedorismo.
O Edital MDS/UNESCO nº 974/2008 foi publicado na quarta-feira (29/10) no Diário Oficial da União e nos jornais comerciais Correio Braziliense e Jornal do Brasil. A versão completa do edital pode ser acessada na página da UNESCO , por meio do cadastro de CNPJ.
Em 2007, o Ministério atendeu a uma reivindicação histórica dos movimentos sociais em defesa dos direitos da população em situação de rua: a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada em outubro de 2007 e concluída no ano de 2008.
Os dados mostraram que de cada cem pessoas em situação de rua, 71 trabalham e 52 têm pelo menos um parente na cidade onde vivem. A atividade mais freqüente é a coleta de material reciclável e uma significativa parcela deste público considera boa a relação com os seus familiares.
A pesquisa envolveu 71 municípios (23 capitais e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes) e identificou 31.992 pessoas com 18 anos ou mais de idade em situação de rua, o que equivale a 0,061% da população destas localidades. Do total, 72% afirmam que exercem alguma atividade remunerada. A maior parcela (28%) é catadora de materiais recicláveis. A atuação como "flanelinha", carregador, na construção civil e no setor de limpeza são outros tipos de trabalho mais freqüentes citados por este público.
Os dados revelam que a população de rua não é composta por "mendigos" e "pedintes". De acordo com o estudo, apenas 16% dessas pessoas pedem dinheiro para sobreviver. Além disso, 59% afirmaram ter profissão, principalmente relacionada à construção civil, ao comércio, ao trabalhado doméstico e ao serviço de mecânica. Dos entrevistados, 48% disseram que nunca tiveram a carteira de trabalho assinada. Quanto aos vínculos familiares, a pesquisa também trouxe uma surpreendente informação: 52% dos entrevistados declararam que têm algum parente na cidade onde vivem. Deles, 34% mantêm contatos freqüentes com a sua família e 39% classificam como boa essa relação. Foi detectado também que 46% sempre viveram no município em que moram atualmente.
Outro dado relevante verificado pela pesquisa é a posse de documentação. Dos entrevistados, 75% têm pelo menos um documento, sendo que a maioria (59%) porta carteira de identidade. Grande parte, 88,5%, não é atendida por programas governamentais. A aposentadoria, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) atingem, no máximo, pouco mais de 3% desta população.
Confira aqui o edital
Rogéria de Paula
Informações para a imprensa Rogéria de Paula/ Ana Soares/ Aline Menezes (61) 3433-1105 / 3433-1051/ 3433-1065 ASCOM / MDS
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Escrito por nicomedesoliveira às 10h03
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ESSE CASO LAMENTAVEL,IMPERDOÁVEL ACONTECEU COM UMA GUERREIRA DO MNCR ____________________________________________________________________________ fonte--http://www.mncr.org.br/box_2/noticias-regionais/seguir-lutando-contra-toda-a-opressao
SEGUIR LUTANDO CONTRA TODA A OPRESSÃO
Morre de maneira trágica a militante do MNCR Tatiane Aparecida

Tatiana Aparecida Zomer Almeida, ou Tati, como todos conheciam, era como se diz, "ponta de lança" na base de catadores organizados da Vila da Paz, em Cachoeirinha. Mulher com quem sempre se podia contar na luta, no trabalho, na solidariedade com as companheiras e companheiros. Trabalhadora, mãe de quatro filhos, não se michava em sustentar sua família puxando seu carrinho de material reciclável, enfrentando mal tempo ou problemas de saúde que volta e meia lhe incomodavam.
Lutadora, estava sempre presente nas marchas, atos, nas reuniões, opinando com seu jeito firme e forte, buscando a melhoria das condições de vida e trabalho. Combatendo a opressão daqueles que querem enfraquecer a luta dos catadores. E também por isso, Tati comentava com todos que estava se separando do marido. Que ele não queria que ela participasse de nada, que ele queria lhe dominar, e isso não aceitava. E por essa vontade, foi acabar nas mãos covardes de um outro tipo de opressor, um diferente dos que nos acostumamos a enfrentar em bloco nas ações do movimento. Um opressor que estava dentro de casa, próximo, esperando o momento de derrubar quem não havia conseguido submeter.
O marido de quem Tati pensava ter se libertado de vez, assassinou-a de forma brutal, inacreditável, a golpes de machado e facão, no dia 29 de julho. Deixou um bilhete infame escrito "Não trai mais". O que é uma pessoa que faz algo assim? Será que é gente mesmo? Não foi capaz de entender que Tati não queria mais nada com ele? Pensou que ela era sua posse, sua propriedade, um objeto seu? Com certeza não sabe o que é ser gente, que as pessoas têm vontades e devem ter liberdade para fazer o que quiserem das suas vidas. Mas é assim que pensam os opressores, que podem fazer o que querem com a vida dos outros. E nos dá raiva saber que na batalha daquele dia, a Tati estava sozinha.
Nas discussões que prepararam o nosso 8 de março desse ano, Dia da Mulher Trabalhadora, a gente se perguntava como nós, como movimento social poderíamos ajudar as companheiras que enfrentam a violência doméstica. A Tati era uma das que se preocupava com o problema, pensando mais em ajudar as outras do que pensando nela mesma.
Cabe a nós agora, cada vez mais, pela Tati, achar respostas para essa pergunta. E fazer o que for possível para que a justiça seja feita com esse covarde que desferiu golpes não só nela, mas em todas e todos nós. Vai ser duro de agora em diante não ver a Tati sempre ao lado, como sempre estava, com seu olhar sério e cheio de dignidade. Seu rosto que mostrava a descendência índia, a herança guerreira que certamente trazia. Quando morreu o índio Galdino, queimado por filhinhos de papai em Brasília, seus companheiros de tribo disseram, conforme a crença deles, que a alma de quem é morto se mistura com o de seus iguais para seguir lutando dentro deles. Assim vai ser com Tati.
Tatiana Aparecida Zomer de Almeida,
PRESENTE!
SEMPRE! SEMPRE! SEMPRE!
Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável - MNCR
Escrito por nicomedesoliveira às 17h33
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Mala Direta MNCR, 24 de Outubro de 2008 |
Derrubada liminar que beneficiava empresários em Foz do Iguaçu - PR
Cerca de 150 catadores ligados ao MNCR acamparam durante toda a noite de hoje em frente ao Tribunal de Justiça do Trabalho em Foz do Iguaçu. A ação foi motivada após o adiamento para hoje, dia 10, da decisão do processo que julgava se o resíduo reciclável coletado na cidade poderia ser comercializado pelos catadores ou pelos empresários da cidade. Graças a mobilização e pressão dos catadores a liminar que beneficiava empresas de Foz do Iguaçu foi derrubada. Dessa forma, os estabelecimentos ficam obrigada s a realizar a reparação do lixo reciclável e destinar aos catadores. Diversas entidades apoiaram a ação como o Ministério Público do Trabalho, assessoria jurídica da Prefeitura de Foz, entre outros apoios jurídicos. Mais informações
Encontro Nacional de Mulheres Catadoras no Paraná
Cerca de 300 catadoras de materiais recicláveis estiveram reunidas no Pontal de Leste, litoral do Paraná, participando do I Encontro Nacional de Mulheres Catadoras. O evento contou com a participação de mulheres de 13 Estados brasileiros, além de catadoras da Colômbia. Teve como pautas os direitos e desafios das mulheres trabalhadoras. "Vamos trabalhar questões como auto-estima, saúde, preconceito, direitos humanos, trabalho infantil, economia solidária, cadeia da reciclagem e meio ambiente. Ser&aacut e; uma oportunidade para quem recicla o lixo se atualizar nas oficinas de formação" explica a catadora Marilza Ap. de Lima, representante do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) no Paraná. Mais informações
'Diário dum Carroceiro', em turnê no Oeste Paulista
Depois de uma turnê em Brasília, 2 anos em cartaz em São Paulo, ganhou 2 prêmios tempo em 2006, e vem sendo procurada por muitas cidades para se apresentar. O Comitê de Catadores do Oeste Paulista, em parceria com a Campanha Cultural CIRCUS2008 promovem a turnê da peça "Diário Dum Carroceiro" para as cidades do Oeste Paulista. O espetáculo 'Diário dum Carroceiro', texto do assisense Sebastião Nicomedes, produzido pelo também Ator Max Mu, com a direção de Iara Brasil, a trilha de Aline Meyer, o cenário e figurino de Márcio Tadeu (Professor de cenografia da UNICAMP) e música original de Sérvulo Augusto (mais 10 prêmios de melhor música para peças de teatro). Mais informações
Declaração do II ENCONTRO NACIONAL DE RECICLADORES - CHILE
Aconteceu na cidade de La Serena, o 2º Encontro Nacional de Catadores do Chile. O evento reuniu catadores de 14 cidades chilenas, além de representantes do Uruguai, Colômbia e Brasil. Assista o Video do Encontro O encontro teve como objetivo fomentar a associatividade dos catadores como estratégia para melhoria nas condições de trabalho dos catadores, além de fortalecer o Movimento local. O Encontro produziu uma declaração final em que reivindica um novo modelo de reciclagem no país, incentivo público para a atividade de catação e uma legislação adequada a atividade. Mais informações
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Instrumentos Jurídicos
Veja no site do MNCR leis, decretos, projetos lei, legislação, e outros mecanismos de suporte a luta dos catadores.
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Vídeo

Assista no site do MNCR vídeos dos catadores e da luta popular.
Mais informações
Áudio

O preço da luz é um roubo Campanha contra o alto preço da energia e dos alimentos ÁUDIO -Assembléia Popular
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Escrito por nicomedesoliveira às 16h39
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